A 19 de abril de 1965 foi publicado um artigo na revista Eletronics que abordava o crescimento da capacidade dos chips de computador. O seu autor era um dos fundadores da Intel, Gordon E. Moore. O texto defendia que a cada ano e meio o número de circuitos (transístores) disponíveis num chip de computador iria duplicar, mas o preço de cada chip iria manter-se constante. Era uma previsão arriscada de crescimento exponencial para uma nova área comercial, mas que se revelou certeira – de tal forma que a própria indústria de semicondutores passou a usar a Lei de Moore como referência para a renovação de linhas. O artigo original está disponível nesta página em versão pdf.

“Na altura, só queria expressar a minha crença no progresso”, diz Moore, numa entrevista feita pela Intel para celebrar a efeméride. A entrevista, em inglês, está disponível e merece ser vista:

Mas a conceituada revista The Economist anuncia a morte desta lei. E isto por duas razões: porque começa a ser cada vez mais difícil incluir o dobro dos transístores em chips tão pequenos como os que se utilizam hoje, com 14 nanometros; e porque não é possível que o preço se mantenha estável como anunciado na Lei de Moore. De qualquer forma, isso não tira mérito à previsão, que de tão rigorosa e científica se tornou uma referência ansiada pela indústria de consumo. A propósito, que tal honrar o senhor Moore e pensar em trocar de telemóvel?

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