José Sócrates vai permanecer mais três meses no Estabelecimento Prisional de Évora. O juiz Carlos Alexandre, em concordância com Rosário Teixeira, procurador do Ministério Público (MP), decidiu prolongar a prisão preventiva do antigo primeiro-ministro por considerar que a sua libertação poderia perturbar a investigação ao caso, noticia o Correio da Manhã.

Na quinta-feira cumpriram-se seis meses desde a detenção de Sócrates no Aeroporto da Portela, em Lisboa, mas a decisão do juiz, escreve o mesmo jornal, foi tomada dias antes. Carlos Alexandre considerará um risco libertar o ex-governante de quem, em março, o MP desconfiou por, alegadamente, ter ocultado provas — documentos de despesas e estadias em hotéis — da investigação.

O prazo para terminar o inquérito que está a decorrer é de um ano e meio, como consta no mais recente despacho emitido pelo Tribunal da Relação de Lisboa, em resposta a um recurso apresentado pelo advogado de João Perna, antigo motorista de Sócrates.

José Sócrates encontra-se no Estabelecimento Prisional de Évora desde 25 de novembro, quatro dias após ser detido. O ex-primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista já pediu para, de novo, ser ouvido, mas a investigação, para já, ainda não achou conveniente.