“A Carristur não será privatizada para já”, garantiu Rui Loureiro, presidente da Transportes de Lisboa (TL). Esta empresa pública integra o Metropolitano de Lisboa, a Transtejo e a Carris. A Carristur, por sua vez, é detida a 100% pela Carris e opera no setor turístico. Sem avançar concretamente até quando é que o processo de privatização deste ativo vai ficar suspenso, Rui Loureiro garantiu, porém, que esta não avançará “nos próximos anos”, dando a entender que esta não deverá acontecer durante o seu mandato à frente da TL, que durará ainda dois anos.

A decisão de suspender este processo de privatização – a Carristur está na calha para ser alienada desde setembro de 2014 – foi tomada recentemente. Perante este volte-face, o presidente da TL deixou clara a sua intenção: “Já que não podemos privatizar [a Carristur] temos de fazê-la crescer.” Ainda assim, indicou que o desfecho pretendido será sempre a venda deste ativo. Rui Loureiro falou em “potenciar ainda mais a Carristur” para que, num cenário futuro de privatização, esta represente “um negócio ainda melhor para o Estado”.

O anúncio foi feito à imprensa numa cerimónia decorrente da inauguração de mais uma rota da Carristur, desta vez entre o Jardim do Príncipe Real e a Praça Luís de Camões, em Lisboa.

A Carristur foi fundada em 1998. Segundo o Jornal de Negócios, esta empresa de circuitos turísticos faturou 11,9 milhões de euros em 2012 e teve gastos operacionais no valor de 10,6 milhões. Ou seja, teve uma rentabilidade de 6%. Nessa altura, contava com 163 trabalhadores.

Além de operar em Lisboa, a Carristur também funciona noutras cidades do país, como Porto, Funchal, Braga, Coimbra, Guimarães e Funchal.