Que Lisboa é uma das capitais mais bonitas do mundo, isso já se sabe. Mas um documentário da Vinyl Factory, reputada empresa britânica de música, destaca a cultura do vinil em Lisboa, que, nas palavras do narrador, tem um dos panoramas do vinil “mais únicos” da Europa.

The Vinyl Factory é uma empresa independente que aglomera uma fábrica de prensagem de vinil, a loja de discos Phonica, a popular revista de música FACT e uma editora que já trabalhou com artistas como os The XX, Massive Attack e Florence + The Machine.

Depois do Havaí e de Bangecoque, foi a vez de Lisboa protagonizar o último documentário da empresa britânica. Através de Rita Maia, DJ portuguesa, o documentário revisita o meio do vinil existente em Lisboa. Com testemunhos do jornalista Rui Miguel Abreu e dos DJs Batida, Celeste/Mariposa e Mãe Dela, o documentário traça a “rica diversidade musical” da identidade lisboeta.

“A música dos países lusófonos de todo o mundo pode ser encontrado em cada canto das ruas de Lisboa e das suas feiras”, ouve-se no documentário.

“Após a revolução de 1974, que pôs fim à ditadura em Portugal e que começou o processo de independência das colónias, um grande fluxo de pessoas [de África] trouxeram os seus discos para Lisboa.”

O documentário viaja por alguns dos sítios mais importantes para os colecionadores lisboetas. Entre as lojas Carbono, passando pela Louie Louie e a Flur, até à Feira da Ladra, são desvendados as pérolas dos raros discos lusófonos dos anos 70 e o seu legado.

“Os discos mais valiosos podem ser encontrados numa pilha de lixo”, diz um dos membros do Celeste/Mariposa.

O vídeo tem 7:27 minutos e é possível ver a sua descrição aqui.

Texto editado por Filomena Martins.