O responsável pelo departamento de Auditoria da FIFA, Domenico Scala, considerou hoje “claramente indispensável” que seja consumada uma mudança na liderança da organização.

“É claramente indispensável consumar o processo anunciado de mudança na liderança”, escreve Scala, em comunicado, depois de hoje um jornal suíço, citando fonte próxima de Joseph Blatter, sob anonimato, ter noticiado que o presidente demissionário da FIFA poderá estar a repensar a decisão anunciada de se afastar da presidência da FIFA, depois de receber mensagens de apoio das federações asiática e africana.

Na quinta-feira, depois de o Parlamento Europeu ter aprovado por larga maioria uma resolução apelando à “substituição imediata de Joseph Blatter”, um porta-voz da FIFA veio afastar essa possibilidade e afirmar que o ainda presidente da organização “já decidiu abandonar o seu mandato num congresso eletivo extraordinário”.

O escândalo na FIFA rebentou quando, a 27 de maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

A acusação surgiu depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido sete membros da FIFA, num hotel de Zurique.

Dois dias depois, apesar do escândalo, Joseph Blatter, de 79 anos, foi reeleito para um quinto mandato à frente do organismo, mas acabou por se demitir.

O Comité Executivo da FIFA vai reunir-se extraordinariamente a 20 de julho em Zurique para agendar o próximo congresso eletivo da organização, que deverá ter lugar entre dezembro de 2015 e março de 2016.