A três dias do início do festival de música Super Rock o recinto criado no Parque das Nações, em Lisboa, vive ainda um ambiente de estaleiro, com dezenas de trabalhadores a montarem palcos e os espaços de alimentação.

A cumprir 20 anos, o Super Bock Super Rock (SBSR) decorrerá de quinta-feira, dia 16 de julho, a sábado, dia 18 de julho, e transita do Meco (Sesimbra) para o Parque das Nações, com quatro palcos colocados numa área com 75.000 metros quadrados, recebendo os espetadores com o lema “O rock voltou à cidade”.

“Estamos a fazer o esqueleto da organização. Temos os palcos montados e agora começamos a cobrir o que está à volta das estruturas de ferro. Tudo a postos, só falta chegar os artistas, que é a parte mais importante do festival”, disse Jwana Godinho, da organização, à agência Lusa.

A propósito da venda de álcool para maiores de 18 anos, como está agora definido por lei, a organização disponibilizará uma pulseira, mas não é de uso obrigatório.

A organização colocou à venda cerca de 20.000 bilhetes e, segundo Jwana Godinho, regista-se um ligeiro aumento de vendas sobretudo para sábado, dia em que a Florence + The Machine são cabeças-de-cartaz.

No total serão cerca de 50 concertos, com Sting, Noel Gallagher, Blur, dEUS, Sérgio Godinho e Jorge Palma e Franz Ferdinand & Sparks entre os artistas que ocuparão o Meo Arena.

Debaixo da pala do edifício do Pavilhão de Portugal estão previstos concertos de Perfume Genius, Benjamin Clementine, Savages, Unknown Mortal Orchestra, entre outros.

Na Sala Tejo, acoplada ao Meo Arena, decorrerão os concertos do final da noite, com nome como os portugueses Mirror People, Throes + The Shine e Xinobi, assim como o brasileiro Criolo.

As primeiras atuações do SBSR passam pelo palco dedicado em exclusivo à música portuguesa, junto à escadaria do Meo Arena, com Duquesa, PZ, Gala Drop, White Haus, Da Chick, Best Youth, Thunder & Co, D’Alva e We Trust.

Henrique Amaro, radialista da Antena 3 e programador deste palco, explicou à Lusa que estes nove artistas protagonizam discos recentes e acompanham “uma nova maneira de fazer pop em Portugal”.

“Estamos a viver um dos melhores momentos da historia da música portuguesa, por não nos focarmos só no pop rock e não é só a ditadura da canção”, afirmou Henrique Amaro.

A propósito dos vinte anos do festival, no Pavilhão de Portugal inaugurou uma exposição de fotografia com imagens feitas no SBSR, desde 1995 até 2014, desde o tempo dos rolos de película até à fotografia digital.

Com curadoria de Rita Carmo, fotojornalista da revista Blitz, a exposição apresenta imagens captadas por quase vinte fotógrafos e fotojornalistas, entre os quais Carlos Didelet, Camaraman Metálico, José Sena Goulão e Tiago Petinga – ambos da agência Lusa -, Miguel Manso, Patrícia de Melo Moreira e Marisa Cardoso.

A exposição recorda, por exemplo, concertos de David Bowie, Morphine, The Cure, Da Weasel, Blind Zero, Legendary Tigerman, Moby, Arcade Fire ou The National.

Toda a programação, assim como informações sobre acessos e horários de transportes públicos, estará disponível em www.superbocksuperrock.pt.