Fernando Costa, ex-presidente da Câmara das Caldas da Rainha e vereador em Loures, queixa-se que foi afastado das listas de deputados por ser uma voz “incómoda” e, nomeadamente, por ter sido contra a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF).

“Eu sei que fui excluído não por ser vereador em Loures, mas por causa do discurso que diz no congresso do PSD de há dois anos em que pedia que não houvesse privatização das águas e resíduos”, afirmou ao Observador, acrescentando que “a partir daí passei a sentir um mau-estar da parte de várias pessoas, nomeadamente, do ministro do Ambiente”.

Fernando Costa, que também é presidente da distrital de Leiria, lembra que as suas reservas sobre a privatização dos resíduos são semelhantes às do vice-presidente do PSD e autarca de Cascais, Carlos Carreiras, e que lhe foi dito que essa posição “pesou contra a candidatura a deputado”. Ao Observador, fonte do PSD garante que a versão de Costa “não corresponde à verdade” e que na comissão política nacional o seu nome só obteve um voto favorável contra 18 votos favoráveis à candidatura de Conceição Pereira.

“Não me demito e tudo farei para que o PSD volte a ganhar as legislativas”, diz Fernando Costa.