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Estão fechados, finalmente, os lugares potencialmente elegíveis do CDS para as próximas legislativas. Até hoje, já passadas duas semanas desde que a coligação fechou as listas de candidatos às legislativas, Paulo Portas guardou religioso segredo sobre quem seria a sua escolha final: o 4º lugar em Santarém só agora ficou fechado – e ficou-o com uma mulher, sem qualquer experiência política, menos ainda partidária.

Portas, que gosta de louvar a sua própria aposta em nomes novos, quis ir pescar uma especialista em Agricultura, ribatejana (contrastatando com Teresa Leal Coelho, que o PSD indicou como cabeça de lista para o mesmo distrito), atual colaboradora de Assunção Cristas na Comissão Interministerial de Fundos Comunitários. Trata-se de Patrícia Fonseca de Oliveira, de 43 anos, hoje professora Escola Superior Agricola de Santarém e antiga dirigente associativa.

O silêncio do líder sobre o lugar em aberto chegou a ser contestado no partido, como de resto foi contestada a sua condução de todo o processo de construção das listas do partido (em coligação). Portas definiu como prioridade a colocação de centristas em lugares elegíveis até num cenário menos bom, abdicando de procurar mais visibilidade. O partido ficou sem cabeças-de-lista, da mesma forma que Portas ficará, provavelmente, sem presença nos debates televisivos de setembro.

Patrícia Fonseca de Oliveira é, nas contas de fonte da direção centrista, a nona mulher em lugar elegível para a próxima legislatura. Noutros círculos contam-se as conhecidas Cecília Meireles, Assunção Cristas, Teresa Caeiro, Vera Rodrigues, e Isabel Galriça Neto, mais as candidatas estreantes Vânia Dias da Silva (que o acompanhou no gabinete de Vice-PM) e Ana Rita Bessa, economista e atual quadro do grupo Leya. Os estreantes do partido incluem também Francisco Mendes da Silva, fiscalista e comentador político no Canal Q, e Mariana Ribeiro Ferreira (até aqui à frente da Segurança Social).

As escolhas implicaram deixar alguns nomes conhecidos de fora, como Michael Seufert, jovem deputado do Porto, ou Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo (este por opção própria).

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