O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) anunciou que vai reduzir o custo das refeições para o próximo ano letivo, tornando-se “na instituição de ensino superior portuguesa com o preço mais baixo para os alunos”.

Em declarações à agência Lusa, o diretor dos Serviços de Acão Social (SAS) do IPVC, Diogo Moreira, a redução de cinco cêntimos (de 2,40 para 2,35 euros) é justificada pelo aumento de cerca de 70%”, do número de refeições servidas naquele politécnico entre 2012 e 2014. Face àquele aumento, o SAS “decidiu distribuir os benefícios obtidos na área da alimentação com os alunos, passando a ser a instituição de ensino superior portuguesa com o preço de refeição mais baixo”.

Em 2012, foram servidas no IPVC 88 mil refeições. Em 2013, o número subiu cerca de 102 mil e, em 2014, chegou às 132 mil. Além do aumento do número de refeições servidas, a redução do preço a praticar no ano letivo 2015/2016 prende-se “com os projetos de investigação do 6-Sigma, iniciados em 2010 e que permitiram a otimização dos custos aumentando, simultaneamente, a qualidade das refeições”.

Para Diogo Moreira trata-se “de uma estratégia de reforço da qualidade, e de redução dos custos de frequência do ensino superior, eliminando as barreiras para as famílias com menores condições financeiras”. “Temos uma perceção muito real do contexto da generalidade dos alunos. Com esta medida é pretendemos reduzir custo da frequência no ensino superior”, disse.

Adiantou que “a percentagem de alunos do Alto Minho” com carências económicas “é muito grande”, e que no ano letivo anterior, o SAS recebeu “duas mil candidatura candidaturas à bolsa de estudo, tendo apoiado 1.500 alunos”. “Atualmente a probabilidade de um aluno de classe média frequentar o ensino superior é cinco vezes maior, que para um aluno com família de rendimentos baixo”, sustentou.

Anteriormente, o IPVC anunciou que vai criar, também no próximo ano letivo, um serviço de transporte, que cobrirá oito dos dez concelhos do Alto Minho, para aliviar as famílias dos custos com o alojamento. Na altura, o presidente da instituição, Rui Teixeira explicou à Lusa que face “às dificuldades financeiras que o alojamento pode significar para as famílias, principalmente para zonas mais carenciadas do interior, a iniciativa do IPVC pretende democratizar esse acesso e permitir que os alunos, e potenciais alunos, possam deslocar-se todos os dias para as respetivas escolas, voltando depois para casa”.

A rede de transportes do IPVC “vai ligar oito concelhos e 15 localidades do Alto Minho para permitir que alunos de fora possam retornar a casa todos os dias, com o preço do bilhete a oscilar entre os 45 cêntimos e 1,80 euros por dia, e assim evitar custos com a habitação”.

O IPVC tem cerca de cinco mil alunos distribuídos por seis escolas, de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer, ministrando 28 licenciaturas, 39 mestrados, 28 Cursos de Especialização Tecnológica (CET) e 16 Pós-Graduações. Além de Viana do Castelo tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima, Valença e Melgaço.