O presidente da Câmara dos Deputados brasileira, Eduardo Cunha, foi formalmente acusado pelo Procurador da República, Rodrigo Janot, por suspeita de corrupção e branqueamento de capitais na Petrobras.

A acusação formal, chamada de denúncia no Brasil, chegou esta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal, segundo a imprensa brasileira.

Eduardo Cunha é suspeito de receber suborno de contratos da Petrobras com uma empresa coreana, para o fornecimento de navios.

Janot não pediu o afastamento de Cunha da Presidência da Câmara. Segundo a imprensa brasileira, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL, de esquerda) deve defender na Casa Legislativa a saída do político do cargo.

O presidente da Câmara, filiado no Partido do Movimento Democrático Brasileiro – que integra a coligação governamental -, considera-se da oposição ao Governo da Presidente Dilma Rousseff, ainda não comentou a acusação formal, mas desde a abertura da investigação que nega qualquer envolvimento com irregularidades.

As acusações, segundo Cunha, são uma estratégia para o enfraquecer, dado o seu protagonismo no Legislativo e o apoio a projetos contrários à vontade do Governo.

Por esse motivo, anunciou ter passado para a oposição a Rousseff.

Além de Cunha, o Ministério Público Federal acusou formalmente o ex-Presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello, um ex-ministro do seu Governo e uma ex-deputada, por corrupção.

Caso o Supremo Tribunal Federal aceite a denúncia, os suspeitos tornar-se-ão réus no processo.