Com o final do ano a aproximar-se a passos largos, a rede social Twitter decidiu olhar em retrospetiva para perceber o que foi mais twittado, o que foi mais partilhado e quais foram as contas mais seguidas em todo o mundo. Resultado? O Twitter abraçou causas sociais, uniu o mundo em torno de Paris, deu massivamente as boas vindas a Barack Obama, debruçou-se sobre o coração desenhado sobre Plutão e discutiu ao pormenor a cor do vestido azul. Lembra-se disto tudo?

Entre fenómenos ou personalidades populares, há um site 2015.Twitter.com e um agregador no próprio Twitter, com a hashtag #YearOnTwitter, para recordar os melhores e os piores do ano. Aqui fica uma amostra.

Os fenómenos:

  • O vestido azul. Nos dias 26 e 27 de fevereiro deste ano não se falava de outra coisa no Twitter: de que cor é este vestido? O fenómeno óptico que dividiu o mundo entre os que viam o vestido a azul e preto e os que viam a branco e dourado e mobilizou as redes sociais. De acordo com o El País foram publicados mais de 4,4 milhões de tweets sobre o assunto, e a hashtag #TheDress foi a mais usada por toda a comunidade.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

  • Em junho, a decisão do Supremo Tribunal norte-americano de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo fez multiplicar-se a hashtag #LoveWins (“o amor vence”) pelos EUA mas não só. O tweet do presidente dos EUA, Barack Obama, a congratular-se pela decisão, está no top dos mais partilhados do ano. “Hoje damos um grande passo em direção à igualdade. Casais gay e lésbicos têm agora o direito a casar, tal como todos os outros casais”, escrevia Obama, acrescentando a hashtag no final. O post teve quase meio milhão de partilhas e outro meio milhão de ‘likes’.

  • Poucos dias depois, em julho, o fenómeno era outro: o coração que se desenhava nas imagens recolhidas pela NASA de Plutão. Foi quando se tornaram públicas as imagens recolhidas pela sonda da NASA que tinha sido enviada para o espaço há nove anos. O acontecimento histórico gerou um enorme buzz nas redes sociais, muito por causa da forma de coração que se descobriu desenhada naquele planeta: o assunto gerou mais de um milhão de tweets.

  • Mais recente, foram as crises humanitárias que assolaram a Europa que mobilizaram a rede social. A crise dos refugiados ou os atentados terroristas em Paris desencadearam uma enorme onda de solidariedade nos 140 caracteres do Twitter. #JeSuisParis ou #RefugeesWelcome foram as hashtags mais usadas, gerando a partilha de milhares de mensagens de solidariedade na internet.

As personalidades:

  • Já quase de saída da Casa Branca foi apenas este ano, em maio, que Barack Obama deu o “Olá” em nome próprio ao Twitter. E não se podia ter mostrado mais entusiasmado com a entrada nesta rede social: “Olá Twitter! É o Barack. A sério! Seis anos depois, finalmente deram-me uma conta própria no Twitter”, escreveu. O mundo gostou do entusiasmado e partilhou massivamente para dar as boas-vindas ao Presidente dos EUA. Em pouco tempo, e com mais de 66 milhões de seguidores, Barack Obama, o próprio, tornou-se o quarto perfil mais seguido do mundo, apenas superado pelas estrelas pop Taylor Swift (67 milhões), Justin Bieber (70 milhões) e Katy Perry (78 milhões).

  • A chegada de Caitlyn Jenner ao Twitter, em junho deste ano, depois de ter deixado a pele de Bruce Jenner, ex-atleta olímpico, atingiu proporções gigantescas e foi parar ao Guinness: não por ser com um milhão de seguidores em apenas quatro horas, bateu o recorde que antes era detido por Barack Obama, o próprio. “Mal posso esperar para que m/a conheçam”, escreveu.

  • Edward Snowden foi outra personalidade-fenómeno no Twitter em 2015. O ex-agente da NSA, acusado de espionagem depois de ter revelado segredos da inteligência norte-americana aderiu em setembro àquela rede social e estreou-se assim: “Conseguem-me ouvir agora?” O bom humor espalhou-se e o post foi partilhado por mais de 120 mil pessoas em todo o mundo. Mas o mais engraçado viria depois, na resposta do próprio Twitter, que criou um mapa interativo onde se podia ver em direto os seguidores que iam aderindo ao perfil do “espião” em todo o mundo.