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Hillary Clinton quer usar o potencial tecnológico de Silicon Valley para combater o radicalismo do Estado Islâmico. O objetivo da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos é destruir o poder que o ISIS conseguiu na internet através da divulgação de textos, vídeos e imagens, escreve o New York Times. Para isso, as empresas que ficam naquela região da California, como a Google, a Apple e o Facebook, podem ajudar.

Diz a candidata que o Estado Islâmico se tornou “o recrutador mais eficaz no mundo” e que a solução pode passar por usar as empresas americanas de tecnologia para “bloquear ou eliminar” sites de militantes, vídeos e comunicações encriptadas. Hillary Clinton salienta que o Facebook, YouTube, Snapchat e outras aplicações são usadas pelos grupos terroristas para recrutamento.

A democrata, que vai concorrer à Casa Branca em 2016, discursou durante uma hora, numa sessão no Saban Forum, um encontro anual organizado pelo Brookings Institution. “Temos de pôr os grandes disruptores (tecnológicos) a trabalhar para romper o ISIS”, sublinhou.

Mas a ideia de Clinton pode não ser bem recebida por todos. Há quem a acuse de não pensar na “liberdade de expressão”. E ela própria pode estar a pôr-se em risco, visto que tem como financiadores da campanha várias empresas de tecnologia e vários empreendedores ligados à área, avisa o New York Times. E os seus comentários não vão no sentido dos interesses destes investidores.

Por outro lado, uma fonte da Facebook destacou logo que a empresa costuma apagar “posts incendiários” e bloqueia contas de pessoas que acham que estão associadas ao Estado Islâmico.

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