A evolução homóloga das dormidas e os proveitos da hotelaria acelerou em outubro, com as primeiras a aumentarem 6,9% para 4,5 milhões, e os segundos a crescerem 14,4% para 228,1 milhões de euros, divulgou o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as dormidas de turistas provenientes do mercado interno aumentaram 2,3% em outubro, para 990,1 mil, desacelerando face ao mês anterior (5%) e evoluindo aquém do período acumulado de janeiro a outubro (4,9%).

Os mercados externos registaram um crescimento de 8,3 (+6,6% em setembro e +4,5% em agosto), contribuindo com 3,5 milhões de dormidas, resultado que superou o dos meses anteriores, aproximando-se do de junho (+8,8%).

Nos dez primeiros meses do ano as dormidas de não residentes aumentaram 7,1%.

Os proveitos totais registaram “um crescimento significativo”, de 14,4%, fixando-se em 228,1 milhões de euros, enquanto os de aposento aumentaram 14,9% para 157,7 milhões de euros.

Os resultados dos proveitos totais foram ligeiramente inferiores aos do mês anterior (+14,7%), desaceleração que foi um pouco mais acentuada nos proveitos de aposento (+16,9% em setembro).

Já entre janeiro e outubro, os proveitos totais aumentaram 13,1% e os de aposento 14,6%.

O INE revela ainda que todas as regiões apresentaram “aumentos expressivos dos proveitos”, genericamente superiores aos das dormidas, mas que foram contudo inferiores aos de setembro, particularmente em Lisboa (11,9% face a 15,5% nos proveitos totais; 12,7% face a 17,6% nos de aposento).

Em outubro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 37,7 euros (+14,6%), com Lisboa a apresentar o valor mais elevado deste indicador (64,7 euros), seguida pela Região Autónoma da Madeira (42,7 euros).

A evolução em outubro foi globalmente positiva, salientando-se a região Autónoma dos Açores (26,4%) e a Região do Norte (18,5%).

Já a estada média (2,75 noites) “manteve uma evolução negativa” e reduziu-se em 2,8%, enquanto a taxa de ocupação (47,9%) registou um acréscimo de 2,5 pontos percentuais.

Em outubro de 2015, os estabelecimentos hoteleiros registaram 1,6 milhões de hóspedes e 4,5 milhões de dormidas, com aumentos de 10% e 6,9%, respetivamente, uma evolução que “foi semelhante à do mês anterior” (10,7% e 6,2%) e à do período de janeiro a outubro (8,7% e 6,4%).

Os apartamentos turísticos apresentaram um aumento expressivo das dormidas, de 15,8%, assim como as pousadas de 9,8%, os aldeamentos turísticos, de 9,3%, e os hotéis, de 7,5%.

Nos hotéis, todas as categorias evidenciaram aumentos acima de 6% nas dormidas.

De acordo com o INE, os 10 principais mercados emissores aumentaram ligeiramente a sua quota, para 80%, face a 79,7% em outubro de 2014.

O mercado britânico apresentou um aumento expressivo nas dormidas (12,4%), apenas superado pelo de julho (12,9%), sendo que em termos de representatividade também se observou um aumento (27,7% e 26,7% no mês homólogo do ano anterior).

O mercado alemão (+8,3%) desacelerou ligeiramente face aos últimos meses (+9,5% em setembro e +13,3% em agosto), e situou a sua quota de mercado em 15,8%.

Espanha e França apresentaram subidas significativas, de 17,8% e 10,7%, e um peso relativo de aproximadamente 8%, em ambos.

“O resultado do mercado espanhol superou largamente os dos últimos meses (0,7% em setembro e -2,3% em agosto)”, diz o INE.

Pelo contrário, acrescenta, Brasil, Bélgica e Irlanda sofreram evoluções negativas (de 9,8%, 9% e 2,8%, respetivamente), embora em termos dos resultados acumulados nos dez primeiros meses do ano apenas o Brasil tenha registado um ligeiro decréscimo (0,8%).

Tendo em conta a evolução dos mercados desde o início do ano, destacaram-se a Itália e os Estados Unidos (+18,6% e +16,4% de dormidas, respetivamente).

Numa análise das dormidas por regiões, observou-se um aumento das dormidas em todas as regiões, com destaque para os Açores (21,9%) e o Norte (14,9%), e não se verificaram alterações significativas do peso das dormidas nos principais destinos, como o Algarve (34,1%), Lisboa (26,4%), Norte (12,8%) e Madeira (12,5%).

Quanto a dormidas no Algarve por parte de residentes, verificou-se uma trajetória descendente das dormidas nos últimos meses (12,6% em outubro, 3% em setembro e 6,6% em agosto).

As regiões com maior número de dormidas de residentes foram Lisboa (25,3%), Norte (24,5%) e Centro (20,5%).

As dormidas de não residentes aumentaram em todas as regiões, com maior impacto no Alentejo (21,1%), Norte (19,9%) e Centro (18,6%).

No Algarve, a evolução dos mercados externos, que aumentou 7,8%, foi determinante para o resultado global da região, já que o mercado interno apresentou decréscimo, tendo sido o principal destino dos não residentes (39,8% das dormidas), seguido por Lisboa (26,7%) e Madeira (14,6%).