“Será um grito de ajuda e de protesto contra os que querem destruir as comunidades das ilhas-barreira, contra a poluição, contra tudo o que tem prejudicado a nossa Ria Formosa e aqueles que dela trabalham ou usufruem”, lê-se em comunicado divulgado pelo movimento, também conhecido por “Je suis ilhéu”.

Ao abrigo do plano de renaturalização das ilhas, a Sociedade Polis Ria Formosa já concretizou, no inverno passado, a demolição de algumas casas de férias e outras construções consideradas ilegais, nos ilhotes e na Praia de Faro, mas o processo acabaria por ficar suspenso devido aos mais de 200 processos cautelares apresentados na justiça para travar as demolições.

Além das providências cautelares apresentadas isoladamente por alguns proprietários, a Câmara de Olhão e a Associação da Ilha do Farol de Santa Maria também entraram com ações na justiça contra as demolições, alegando estar em causa o ‘habitat’ de uma espécie protegida, o camaleão.

De acordo com a Polis, o coletivo de juízes do Supremo Tribunal Administrativo (STA) não aceitou o argumento, rejeitando os recursos apresentados, nem reconheceu legitimidade aos proponentes para invocarem a defesa do meio ambiente para “preservar interesses exclusivamente individuais e privados”.

No final de março, o presidente da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria disse à Lusa que o STA aceitara analisar um recurso contra as demolições na ria Formosa, o que mantinha o processo suspenso, nos núcleos do Farol e Hangares.

Segundo a Polis Ria Formosa, que deverá extinguir-se no final deste ano, existem decisões dos tribunais superiores já transitadas em julgado e referentes a 216 das 276 construções ilegais em terrenos do domínio público marítimo.

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