A Nissan chegou a acordo para a compra de uma posição acionista de 34% na Mitsubishi, o que fará com que a Nissan ultrapasse até o próprio conglomerado japonês Mitsubishi no capital da fabricante que admitiu recentemente forjar dados sobre consumos de combustível. A compra por parte da Nissan, para quem a Mitsubishi já produzia carros citadinos, acaba com os receios sobre a viabilidade da empresa que foi abalada pelo escândalo que rebentou há cerca de um mês.

A participação acionista de 34%, que torna a Nissan a maior acionista individual da Mitsubishi, custará à Nissan 2,2 mil milhões de dólares, o equivalente a quase dois mil milhões de euros. São ações compradas diretamente à Mitsubishi, por via de aumento de capital, numa operação em que a Nissan aproveita a queda de mais de 40% das ações da Mitsubishi nos últimos meses, segundo a Bloomberg.

A Mitsubishi Motors já participava na produção de carros citadinos para a Nissan, um segmento muito importante para as vendas da Nissan no Japão. Mas, com esta compra, a Nissan também ganha uma maior exposição a regiões como a Tailândia e os países do Sudeste Asiático.

As empresas planeiam assinar até 25 de maio o acordo que colocará quatro administradores da Nissan no conselho de administração da Mitsubishi. E é possível que o presidente do conselho de administração também venha a ser nomeado pela Nissan. Prevê-se que até ao final de outubro o negócio esteja feito — se não estiver até ao final do ano o acordo torna-se inválido.