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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, considerou esta terça-feira que “o que está a acontecer no Porto de Lisboa é muito grave, põe em causa a sustentabilidade do porto e afeta a economia nacional”. E deixa um aviso, quer a estivadores e sindicados, quer à administração do porto: “Nós [Governo] tentámos apelar ao consenso. E chegou a hora de resolver o problema. Faço um último apelo, aos sindicatos e aos operados, para que chegam a um acordo que garanta o emprego a todos quando trabalham no Porto de Lisboa. Têm que pôr fim ao braço-de-ferro.”

Ana Paula Vitorino falou das soluções que foi possível encontrar enquanto dura esse “braço-de-ferro”. “Tem sido possível, a muito custo, utilizar outros portos nacionais, como os de Sines, Aveiro e Leixões, e os operadores desses postos estão a acolher as cargas que são desviadas de Lisboa.”

Mas para a ministra do Mar a solução é só uma — acabar com os “privilégios” de uns e pensar no bem comum. E explica: “Este problema dura há quatro anos. Não é de hoje, nem dos últimos seis meses. É um conflito social entre privados, mas afeta-nos, público, porque afeta a economia nacional. Nós tentámos conciliar as partes. Chegou a ser assinado um acordo de paz social. Mas na semana passada o sindicato [dos estivadores] rejeitou essa proposta. Agora chegou a altura de decidir: ou mantemos os privilégios de alguns ou mantemos o emprego dos milhares de pessoas que vivem direta ou indiretamente do porto. Os segundos são quem importa nesta altura.”

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