O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou esta sexta-feira ter solicitado um inquérito urgente à Autoridade Nacional de Proteção Civil para apurar responsabilidades no atraso da entrega dos equipamentos individuais aos bombeiros que atuam no Túnel do Marão.

O Túnel do Marão, inserido na autoestrada que liga Amarante a Vila Real, entrou em funcionamento no dia 8 de maio. Antes da abertura, os bombeiros que ali vão atuar receberam formação específica em Espanha sobre modos de atuação nestes cenários e receberam ainda a promessa de entrega de equipamentos de proteção individual (EPI).

No entanto, passado quase um mês esses equipamentos ainda não chegaram às corporações da Cruz Branca e Cruz Verde (Vila Real) e Amarante e Vila Meã.

O MAI, em comunicado, “confirma que está atrasada a entrega dos equipamentos aos corpos de bombeiros da primeira linha de atuação, em matéria de socorro, no Túnel do Marão”.

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Referiu ainda que “só hoje foi dado conhecimento desta situação ao Ministério da Administração Interna”.

E, em consequência, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, decidiu solicitar à Autoridade Nacional de Proteção Civil “a abertura de um inquérito para apurar responsabilidades com caráter de urgência”.

“O processo está a ser desenvolvido atendendo à necessidade dos devidos ajustes técnicos”, refere ainda a nota do MAI.

Antes da abertura do túnel foi realizado o simulacro de um acidente dentro do empreendimento, que envolveu as corporações em causa, ainda o INEM e a GNR.

Nesse dia, o secretário de Estado procedeu ainda à entrega simbólica de quatro conjuntos desse equipamento a cada um dos quatro corpos de bombeiros com intervenção no túnel.

Segundo dados da Infraestruturas de Portugal (IP), o tráfego diário nesta nova autoestrada é de cerca de 10 mil veículos.