Orelha Negra, Paus e Salto são os cabeças-de-cartaz da sétima edição do festival de verão Mêda +, que decorre na cidade de Mêda entre 28 e 30 de julho, anunciou esta terça-feira a organização.

O festival Mêda +, que tem entrada livre, inclui espetáculos, a partir das 23h00, com Flying Cages, Oioai, Paus e DJ A Boy Named Sue (dia 28), Granada, The Lemon Lovers, Salto e Salto DJ set (29) e Her Name Was Fire, Bed Legs, Orelha Negra e Mauro Barros (30).

O Mêda + é organizado desde 2010 pela Associação Juvenil Mêda +, no recinto da Santa Cruz, naquela cidade do distrito da Guarda, e assume-se como “o mais importante evento cultural da região”.

A organização refere, em nota enviada hoje à agência Lusa, que a programação da edição deste ano inclui “o melhor e mais recente da música portuguesa”.

À semelhança de anos anteriores, o Parque de Campismo mantém a entrada gratuita e a utilização das piscinas municipais tem o custo de três euros para os três dias do festival.

Os promotores adiantam que este ano será feita uma pequena intervenção para ampliar a capacidade do Parque de Campismo e haverá um maior espaço de restauração no recinto do evento.

Nas tardes dos três dias do festival, a organização vai ter a funcionar o Palco CTT, no Parque Municipal da cidade, com atuações de Tio Rex e The Tumble Reeds (dia 28), S. Pedro e Birds Are Indie (29) e Duquesa e Luís Severo (30).

O Palco CTT é um espaço pensado para toda a família e pretende “continuar a ligar o festival à comunidade”.

Para o mesmo palco, no dia 27, está agendada a receção ao campista com um espetáculo da Orquestra Sinfónica dos centros de formação musical de Mêda, Trancoso, Aguiar da Beira e Moimenta da Beira, que vai reinterpretar alguns dos melhores álbuns da história do rock.

Pedro Rebelo Pereira, vice-presidente da Associação Juvenil Mêda +, disse hoje à Lusa que o número de participantes no festival “tem-se situado mais ou menos nos 6.000”, assistindo-se a “ligeiros aumentos de ano para ano”.

“Recebemos muitos grupos de Lisboa, Coimbra, Porto, Guarda e Aveiro. Sentimos que tem havido uma grande fidelização”, referiu o responsável, lembrando que a entrada livre “é já uma marca” do Mêda +.

Pedro Rebelo Pereira disse ainda que o festival ocorre num concelho do interior do país e desde a primeira edição tem “não só tem dinamizado o tecido económico do concelho como tem feito um trabalho sustentado de emancipação” da região.

“Hoje em dia, a Mêda é olhada, em todo o país, com uma certa admiração, contrariando a impressão condescendente que normalmente se tem sobre o interior”, justificou.

O evento, com um orçamento que ronda os 50 mil euros, tem o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Mêda.