O magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro Marco Aurélio autorizou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara dos Deputados do país, Waldir Maranhão, para investigar um eventual recebimento de subornos.

Segundo uma nota do STF publicada esta segunda-feira, o deputado do Partido Progressista é investigado num inquérito que “apura indícios de recebimento de vantagens indevidas, por suposta atuação em câmaras municipais envolvidas em investimentos fraudulentos em fundos de previdência de funcionários públicos municipais”.

O procedimento foi autorizado com base numa delação premiada (prestação de informações em troca de eventual redução de pena) mantida em sigilo.

Perante os indícios, a Procuradoria-Geral da República apresentou o pedido de quebra de sigilo bancário do parlamentar e da sua mulher.

Porém, Marco Aurélio autorizou a quebra de sigilo somente do deputado, considerando que a mulher de Waldir Maranhão “não é investigada” e que o Ministério Público não apresentou uma justificação para a quebra do seu sigilo bancário.

Em nota da assessoria do deputado, lê-se que o presidente interino da câmara baixa do Congresso “está absolutamente tranquilo sobre a investigação”, porque “quanto mais se investigar, mais se concluirá pela absolvição”.

Waldir Maranhão substitui interinamente Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, depois de este ter visto o seu mandato suspenso pelo STF em maio.