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Turistas não vão a Macau por causa dos casinos

Compras, gastronomia e património foram os principais motivos pelos quais os visitantes escolheram Macau no primeiro trimestre do ano, com o jogo a figurar em quarto lugar, indica um estudo do Instituto de Formação Turística (IFT).

Macau recebeu 7,45 milhões de visitantes entre janeiro e março deste ano

JEROME FAVRE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Compras, gastronomia e património foram os principais motivos pelos quais os visitantes escolheram Macau no primeiro trimestre do ano, com o jogo a figurar em quarto lugar, indica um estudo do Instituto de Formação Turística (IFT).

Segundo o Índice de Satisfação dos Turistas de Macau, um estudo publicado trimestralmente pelo IFT, as três principais motivações que levaram à escolha de Macau como destino foram as compras (25,9%), a gastronomia (25,3%) e os locais classificados como Património Mundial (18,4%).

Fora do ‘pódio’ das principais atrações para os visitantes ficou o jogo, com apenas 10% – contra 13,7% nos primeiros três meses do ano passado.

Globalmente, a satisfação dos turistas de Macau desceu ligeiramente em termos anuais homólogos, fixando-se em 69,6 pontos (contra 69,7 nos primeiros três meses de 2015), mas aumentou face ao quarto e último trimestre de 2015 (quando foi de 67,8).

Olhando para o ‘desempenho’ de cada uma das dez áreas relacionadas com o turismo, que compõem o índice global, verifica-se que foram os eventos que granjearam o nível mais elevado de satisfação (78,9 numa escala em que o máximo corresponde a 100), seguindo-se os transportes (74,2) e os casinos (72,9).

A pontuação dada aos três setores subiu entre janeiro e março relativamente ao período homólogo do ano passado, sendo que os casinos registaram o seu nível de satisfação mais elevado desde 2010 (73,1).

Melhor classificação foi dada também aos hotéis (70,3) e às atrações não ligadas ao património (71).

Em contrapartida, o nível de satisfação dos visitantes diminuiu nas restantes cinco componentes: imigração (68,8), lojas (66,8), guias e operadores turísticos (65,3), restaurantes (64,3) e património (63,6).

Dos dez setores analisados o património foi o que teve a pior pontuação.

A maioria dos inquiridos deslocou-se a Macau principalmente para férias e lazer (94,3%), para visitar amigos e familiares (3,1%) e em negócios (2,1%).

Seis em cada dez entrevistados (63,1%) já tinham estado em Macau.

As principais “fontes” de visitantes entre janeiro e março foram a China (68,5%), Hong Kong (20,9%) e Taiwan (5,5%).

Os inquiridos procedentes de outros países ou territórios da Ásia representaram 3,7% do total, enquanto os restantes eram oriundos de outros continentes.

A maioria dos entrevistados era do sexo feminino (57,9%) e nove em cada dez tinham idades compreendidas entre 16 e 45 anos.

Aproximadamente 100 visitantes são inquiridos trimestralmente por cada uma das dez áreas relacionadas com o turismo, com as entrevistas a realizarem-se nos principais pontos turísticos e em terminais de transportes.

O Centro de Investigação sobre Turismo do IFT começou a realizar este estudo no terceiro trimestre de 2009, altura em que a satisfação global dos turistas de Macau teve 70,4 pontos.

A melhor ‘marca’ foi alcançada no último trimestre de 2010 (73,7 pontos), enquanto a pior remonta ao primeiro trimestre de 2011 (66,1 pontos).

Macau recebeu 7,45 milhões de visitantes entre janeiro e março.

No ano passado, o território foi o destino escolhido por 30,71 milhões de visitantes, menos 2,57% face a 2014, registando a primeira queda anual desde 2009.

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