O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou as projeções de crescimento da economia global em uma décima para 2016 e 2017, na sequência do referendo britânico à permanência na UE. Num relatório que atualiza as previsões de crescimento das maiores economias mundiais, o FMI salienta a situação da banca de Itália e de Portugal como um dos riscos negativos.

Após o resultado do referendo, “outros riscos são, agora, mais visíveis. O choque do Brexit coincide com os problemas relacionados com o legado não resolvido na crise no sistema bancário europeu, sobretudo nos bancos italianos e portugueses“, afirma o FMI. Esses riscos já tinham sido apontados num outro relatório do FMI sobre a estabilidade financeira internacional.

“A turbulência financeira prolongada nos mercados e o aumento da aversão ao risco a nível global podem ter consequências macroeconómicas graves, nomeadamente através da intensificação da instabilidade, especialmente nas economias vulneráveis”, diz o FMI.

A economia global deverá crescer 3,1% em 2016, o mesmo que no ano anterior, e não acelerar para 3,2% (como se previa em abril). Em 2017, a economia global deverá crescer 3,4%, também menos uma décima do que se previa.

A principal redução está nos países desenvolvidos, onde o crescimento será de 1,8% tanto em 2016 como em 2017. Na zona euro, a economia irá crescer 1,6% em 2016 e 1,4% em 2017 — se para 2016 existe uma revisão em alta de uma décima, em 2017 o crescimento será duas décimas inferior ao que foi previsto em 2017.

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Fonte: FMI

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