Aparecida Schunck, sogra de Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, continua sequestrada desde a última sexta-feira, quando foi levada da sua casa no bairro de Interlagos, em São Paulo. Coincidentemente, o bairro é o local onde se disputa o Grande Prémio de Fórmula 1 do Brasil.

Segundo avança a revista Veja, os criminosos estão a manter contacto com a família de Schunck e terão exigido um resgate de cerca de 33 milhões de euros, o que representaria o maior valor pago por um sequestro no Brasil. A publicação relata ainda que os criminosos solicitaram que o pagamento seja feito em libras esterlinas, divididas em quatro sacos. A informação ainda não confirmada pelas autoridades brasileiras.

De acordo com o relato de vizinhos ouvidos pela rádio Jovem Pan, os sequestradores “agiram rapidamente” e sabiam quem estavam a buscar. “Tinham levado ela no próprio carro da família. Eles se apresentaram como entregadores. Sabiam o nome dela e na entrega da caixa renderam a empregada e obrigaram a dona da casa a sair com o carro dela mesmo”, disse à rádio um vizinho que não quis identificar-se.

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O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse, citado pela Joven Pan, que não vai pronunciar-se sobre o sequestro: “A Secretaria da Segurança Pública não comenta casos de sequestro”, afirmou.

Aparecida Schunck, 67 anos, é a mãe de Fabiana Flosi, de 38 anos, que é casada com Ecclestone desde 2012. O casal mora em Londres.

Segundo o site The Richest, Ecclestone tem um fortuna de aproximadamente 2,88 mil milhões de euros. O empresário e a sua mulher têm uma fazenda de café em Amparo, no interior do estado de São Paulo, onde produzem café para comercialização.