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Esta hashtag serve para denunciar abusos de patrões

Este artigo tem mais de 4 anos

Uma ex-empregada doméstica criou uma etiqueta e uma página de Facebook homónima onde partilha testemunhos reais de quem já sofreu às mãos da entidade patronal. O sucesso foi imediato.

A brasileira Joyce Fernandes não tem mãos a medir com a quantidade de testemunhos que já recebeu.
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A brasileira Joyce Fernandes não tem mãos a medir com a quantidade de testemunhos que já recebeu.

SAMUEL ARANDA/AFP/Getty Images

A brasileira Joyce Fernandes não tem mãos a medir com a quantidade de testemunhos que já recebeu.

SAMUEL ARANDA/AFP/Getty Images

#EuEmpregadaDoméstica é a hashtag do momento, que pretende denunciar abusos protagonizados por patrões e patroas. A autoria da etiqueta, que agora também é uma página homónima de Facebook com direito a mais de 110 mil fãs, pertence à brasileira Joyce Fernandes. Aos 31 anos, a professora de história e rapper foi em tempos empregada doméstica, uma profissão da qual tem poucas saudades e muitos relatos — a maior parte deles agora publicados no Facebook.

Foi precisamente uma das histórias que viveu, e que divulgou nas redes sociais, que fez escalar a iniciativa da professora que também canta — Joyce recebe e publica testemunhos de quem passou por abusos semelhantes. Em meados de julho, a brasileira fez o seguinte relato:

Joyce, você foi contratada para cozinhar para a minha família e não para você. Por favor, traga a marmita e um par de talheres e, se possível, coma antes de nós na mesa da cozinha. Não é por nada, tá filha. Só para a gente manter a ordem da casa”.

A ideia de Joyce passa então por encorajar as pessoas que possam ter passado ou estejam a passar por situações semelhantes, segundo contou à edição brasileira da BBC. “Este tipo de tratamento desumano acontece entre quatro paredes e essas mulheres, a maioria negras, não têm como desabafar”, contou à mesma publicação.

Joyce diz já ter recebido centenas de relatos, uns mais emocionantes do que outros. Exemplo disso é a história da empregada doméstica que, aos 76 anos de idade, foi obrigada a andar vários lances de escada quando o elevador de serviço se estragou — não lhe foi permitido o acesso ao elevador da família com quem trabalhava há mais de 30 anos.

Apesar das denúncias — feitas de forma anónima na respetiva página de Facebook –, nem tudo é mau, até porque foi precisamente uma ex-patroa que incentivou Joyce a terminar o curso.

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