Medicamentos

Falta de medicamentos afeta 99% das farmácias e mais de metade dos utentes

A falta de medicamentos nas farmácias continua a ser um problema e afeta cada vez mais utentes, embora as farmácias tenham aumentado stocks, de acordo com o estudo divulgado esta segunda-feira.

Apenas 35% das falhas do fornecedor são resolvidas no próprio dia. 44% duram mais de 48 horas

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Marlene Carriço

As falhas no abastecimento das farmácias continuam. Em 2016, mais de metade dos utentes (56%) sentiram os efeitos dessas ruturas, que se registaram em 99% das farmácias em território nacional, de acordo com o estudo divulgado, esta segunda-feira, pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

O novo estudo, elaborado pela Deloitte, vem revelar que o problema se estendeu a mais utentes face ao ano de 2013, quando 46% dos utentes reportaram problemas no avio de medicamentos. Ainda assim, os utentes consideram que estas falhas têm “um impacto moderado”, menos alarmistas do que as farmácias que apontam para um “elevado impacto” destas falhas de abastecimento.

Apenas 35% das falhas do fornecedor são resolvidas no próprio dia, sendo que quase metade das falhas de abastecimento (44%) duram mais de 48 horas. Na lista dos medicamentos mais vezes esgotados lideram os anti-infecciosos gerais para uso sistémico (23%). Em 2013 os maiores problemas eram sentidos ao nível dos medicamentos do sistema nervoso.

A principal razão apontada pela maioria das farmácias para estas falhas é a falta de medicamentos no próprio grossista ou no próprio laboratório. A exportação paralela é referida apenas por uma em cada cinco farmácias.

Estas falhas ocorreram mesmo num quadro em que “59% das farmácias inquiridas afirmaram ter aumentado o stock médio de produtos para fazer face à realidade atual”. Ainda de acordo com o mesmo estudo, em 2013 apenas 29% das farmácias referiam ter aumentado stock contra 52% que afirmavam ter reduzido o número de medicamentos em reserva.

Para o presidente da Apifarma “os preços injustificadamente baixos, com motivações estritamente economicistas, colocam em causa o acesso dos doentes aos medicamentos, por agravamento da exportação paralela e consequente falta de abastecimento do mercado farmacêutico nacional”.

João Almeida Lopes refere ainda, em comunicado, outro problema que se prende com o facto de os preços aprovados em Portugal serem “dos mais baixos da União Europeia, tornando-se mais apelativo exportar”.

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