Moscovo negou na quinta-feira qualquer envolvimento com os ataques aéreos a uma escola na Síria, que mataram 22 alunos e seis professores.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu uma investigação imediata ao ataque de quarta-feira à escola na província de Idlib, controlada pelos rebeldes, dizendo que se pode tratar de um “crime de guerra”.

“A Federação Russa não teve nada que ver com esta terrível tragédia, com este ataque”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, acrescentando que Moscovo também exigiu uma investigação imediata.

Segundo a Unicef (a agência das Nações Unidas para a infância), os raides mataram 22 estudantes e seis professores.

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Zakharova garantiu que a informação de que aviões de guerra russos e sírios realizaram o ataque é “falsa”.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, “aviões de guerra – ou russos ou sírios – realizaram seis ataques” na localidade de Hass, na província de Idlib, incluindo a um complexo escolar.

O conflito sírio começou em março de 2011, com protestos pacíficos contra o governo do Presidente Bashar al-Assad, desenvolvendo-se depois numa guerra que envolve forças regionais e internacionais.