Os confrontos entre as tropas leais ao presidente sírio Bachar al Asad e as forças islamitas para por fim ao cerco imposto aos bairros no leste de Alepo já fez 21 mortos, noticiou este sábado a agência espanhola EFE.

Segundo a EFE, que cita o Observatório sírio dos Direitos Humanos, aviões de guerra a atacaram os bairros de Al Rashidin, Projeto 1070 e Dahiel al Asad, zonas controladas pela oposição armada que na sexta-feira anunciou o início da “batalha” para levantar o cerco imposto a bairros a leste de Alepo que já matou, pelo menos, 21 pessoas.

Em simultâneo, continuaram os confrontos numa frente de 15 quilómetros, desde Yamiat al Zahrá, a oeste de Alepo, até aos bairros do sul.

Apesar disso, os combatentes contrários ao regime não interromperam o lançamento de obuses durante a noite contra os bairros Al Hamdaniya, Al Yamiliya, Al Musharaqa, Al Faid, Al Zahrá, Nuevo Alepo, Saladino, Al Azamiya e Al Furqan, que estão sob controlo das forças governamentais, tendo causado um número indeterminado de vítimas e de danos materiais.

Desde o início da ofensiva de sexta-feira por parte dos rebeldes, pelo menos 21 civis foram mortos devido ao impacto dos morteiros lançados contra zonas residenciais controladas pelas forças leais ao governo de Damasco.

A iniciativa começou com a explosão de três carros bomba na área de Dahie al Asad, dominado pelas forças do regime. Um dos veículos era conduzido por um suicida francês, de origem africana, que integrava a Frente da Conquista do Levante, antiga filial síria da Al Qaeda.

Segundo o Observatório, pelo menos 18 efetivos das forças fiéis a Al Asad morreram neste ataques, três dos quais membros do grupo xiita libanês Hezbollah. As explosões foram seguidas de combates entre o exército sírio e milícias aliadas.

As hostilidades intensificaram-se em Alepo desde o passado fim de semana depois de uma pausa de quatro dias declarada pela Rússia e pelo governo de Damasco.