Os organizadores — que angariaram apoiantes nas redes sociais com a etiqueta (‘hashtag’) #SanctuaryCampus — deram conta de atividades em mais de 80 escolas, incluindo a Faculdade de Middlebury em Vermont, onde cerca de 400 pessoas se reuniram, e na Universidade de Yale, onde se juntaram cerca de 600 manifestantes.

Os estudantes procuram garantias de que as suas escolas não irão partilhar os seus dados pessoais com os serviços de imigração ou permitir a entrada de agentes da Imigração ou Alfândega nos campus. “Conseguem imaginar o medo que será infligido nos campus universitários quando haver agentes da Imigração ou Alfândega a percorrer um campus for o ‘status quo’? Seria aterrorizador”, disse Carlos Rojas, um dos organizadores, do grupo Movimiento Cosecha.

Estes protestos seguiram-se a dias consecutivos de manifestações em várias cidades do país, depois de Trump ter vencido as eleições presidenciais de 08 de novembro. Entre as promessas eleitorais do republicano está a deportação de milhões de pessoas que estão ilegalmente nos Estados Unidos.

“Tenho muito medo”, disse à agência de notícias Associated Press (AP) Miriam Zamudio, que foi para os Estados Unidos com os pais quando era criança, e se preparava para participar num protesto na Universidade de Rutgers, em Nova Jérsia. Zamudio disse estar preocupada que a informação que disponibilizou numa candidatura possa colocar os seus pais em risco, já que vivem no país sem autorização. “Não sabemos o que Trump vai fazer. Não sabemos se vai exigir esta informação e queremos que a nossa administração e a nossa escola nos apoiem”, disse.

Várias centenas de pessoas, maioritariamente alunos do ensino secundário e universitário, juntaram-se no edifício federal no centro de San Diego para protestar contra a eleição de Trump. Alguns empunhavam cartazes com as frases “We are not criminals” (“Não somos criminosos”) e “Make racists afraid again” (“Façam os racistas terem medo outra vez”).

Faculdades e funcionários de várias universidades assinaram petições em apoio da ideia de tornar os campus universitários santuários para pessoas em risco de deportação ou que enfrentem discriminação.