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Amazónia pode receber o maior corredor natural do mundo

Este artigo tem mais de 4 anos

A área deverá ter 2.600 km de comprimento e 40 km de largura, e vai permitir que milhares de espécies possam andar livremente entre a savana do Cerrado e a floresta da Amazónia.

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O corredor deverá ligar a savana do Cerrado até à floresta da Amazónia

Black Jaguar

O corredor deverá ligar a savana do Cerrado até à floresta da Amazónia

Black Jaguar

A fundação Black Jaguar, criada em 2009 pelo ambientalista holandês Ben Valks, está a planear construir o maior corredor natural do mundo, no Brasil, para proteger o jaguar negro, uma espécie de que já só restam 600 exemplares. A área deverá ter 2.600 quilómetros de comprimento e 40 quilómetros de largura, e vai permitir que estes animais possam andar livremente entre o Cerrado (zona de savana no centro do Brasil) e a floresta da Amazónia.

Segundo o próprio Ben Valks, citado pelo El País, a ideia é plantar mais de 2.000 milhões de árvores, para recuperar uma zona que sofre uma forte desflorestação. Além do jaguar negro, vivem naquela área milhares de outras espécies ameaçadas, e é por isso que a fundação quer criar “o maior corredor de biodiversidade do planeta”.

Vídeo de apresentação do projeto do Corredor da Biodiversidade

A grande dificuldade é sobretudo administrativa, porque grande parte daquelas terras são propriedade de grandes multinacionais, que as utilizam para plantações intensivas. “Há umas décadas, este território podia estar nas mãos de uns 200 mil proprietários, mas muitos venderam as suas terras a grandes proprietários, que as arrendam a grandes multinacionais, como a Coca-Cola, para cultivar cana de açúcar”, explica Ben Valks.

A fundação espera aproveitar uma lei brasileira que prevê que os proprietários mantenham uma percentagem das suas terras em estado natural. Na zona da floresta amazónica, é necessário deixar 80% do território em estado selvagem. Já na savana do Cerrado, esta porção é entre os 20% e os 35%. A ideia da fundação é negociar com estes grandes proprietários para que possam encaixar as suas zonas selvagens no sentido de manter uma grande área contínua em estado natural.

Segundo os cálculos da Black Jaguar, apenas 15% da área pretendida para a reserva natural está, hoje, protegida. É necessário recuperar os restantes 85%, nomeadamente através da reflorestação. Por isso, já está em marcha uma campanha de angariação de fundos e um estudo, promovido pelo Fundo para a Conservação do Jaguar e pela Universidade de São Paulo. A fundação estima que sejam necessários “milhões, ou até milhares de milhões de dólares”.

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