Rádio Observador

Inclusão Social

Governo quer quotas de emprego no privado para pessoas com deficiência

A secretária de Estado da Inclusão quer criar quotas de emprego no setor privado para as pessoas com deficiência e exigir o cumprimento destas no setor público, para combater o problema que mais afeta esta população.

Miguel A.Lopes/LUSA

A secretária de Estado da Inclusão quer criar quotas de emprego no setor privado para as pessoas com deficiência e exigir o cumprimento destas no setor público, para combater o problema que mais afeta esta população.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que hoje se assinala, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, falou dos problemas que afetam esta população e dos próximos passos do Governo nesta área.

Neste momento é fundamental focarmo-nos na temática da empregabilidade”, o “problema mais acentuado que temos”, mas também na inclusão pela educação, que teve uma “evolução muito positiva” nos últimos 20 anos, mas que precisa “permanentemente de melhorias”, disse Ana Sofia Antunes.

Na questão do emprego, além da regulamentação do código de trabalho na área da deficiência, da criação de quotas no setor privado e da exigência do seu cumprimento pelo setor público, a responsável pretende também promover “um programa alargado de empregabilidade para pessoas com deficiência”.

Citando as últimas estimativas do Eurostat, Ana Sofia Antunes considerou “bastante preocupante” a taxa de 16% de desemprego, até porque os valores reais poderiam ser muito superiores se englobassem as pessoas com “dificuldades mais severas”, que nem sequer “estão no âmbito do mercado de trabalho”.

Já quanto ao emprego, os números apontam que 44% estão a trabalhar, quando a taxa relativa às pessoas sem qualquer tipo de deficiência ronda os 70%.

“É uma diferença substancial” e “faz-nos pensar onde estão os restantes 56%” dos desempregados, questionou.

Contudo, estes dados, que são de 2014, já podem ter sofrido uma “evolução favorável”, como aconteceu com a taxa de desemprego no último ano.

Desde que assumiu a pasta, há um ano, Ana Sofia Antunes tem a porta do seu gabinete aberta para receber as pessoas, ouvir as suas preocupações e reclamações de situações, que procura ir resolvendo caso a caso.

As preocupações que lhe chegam em maior número prendem-se com as dificuldades em encontrar trabalho, situações de carência económica, alguns atrasos na obtenção de produtos de apoio e queixas de pais que discordam da forma como o filho está a ser acompanhado na escola.

Segundo a secretária de Estado, a falta de recursos económicos é um dos problemas que mais afeta esta população, sobretudo os que não têm rendimento de trabalho, que sobrevivem com o apoio do Estado, através das prestações sociais, como o subsídio mensal vitalício ou a pensão de invalidez.

“São valores baixos (…) e estas pessoas acabam por depender muito do apoio e da solidariedade das suas famílias e esta é uma das realidades que mais nos preocupa e que vamos procurar combater com a criação da nova prestação social para pessoas com deficiência”, sublinhou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)