Web Summit

Web Summit fica em Portugal pelo menos até 2020

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Presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal garante que a Web Summit fica em Portugal até 2020. Impacto direto do evento terá sido entre 150 e 200 milhões de euros.

O impacto direto do evento que ocorreu em novembro na economia nacional terá rondado os 150 a 200 milhões de euros

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) afirmou, em entrevista à Lusa, que a Web Summit está garantida em Portugal por cinco anos, esperando que o país se torne num “‘hub’ tecnológico”.

A primeira edição da Web Summit em Portugal realizou-se em novembro, sendo o contrato assinado para três anos, com a opção de mais dois anos.

Posso dizer-lhe que os cinco anos estão garantidos e eu tenho um ‘feeling’ de que a Web Summit vai estar em Portugal muito mais do que os cinco anos que estão garantidos“, afirmou Miguel Frasquilho.

“Vai ser um evento que vai perdurar no tempo em Portugal, diria que a Web Summit encontrou em Portugal a sua casa” e “isso tem um valor incalculável”, acrescentou o presidente da AICEP, que vai sair da agência após o fim do mandato, por sua iniciativa.

“O impacto direto [do evento] terá sido entre 150 e 200 milhões de euros e isso beneficiou toda a economia [portuguesa] neste último trimestre do ano, mas esse nem sequer é o impacto que nos interessa”, disse, apontando que o importante é tudo aquilo que acresce deste evento.

Destacou a importância dos contactos feitos pelas ‘startups’ (empresas em início de atividade) presentes (1.500), das quais mais de 10% eram portuguesas, para encontrar investidores.

Miguel Frasquilho recordou que nas duas edições anteriores da Web Summit as ‘startups’ conseguiram levantar mais de 1.000 milhões de dólares em cada ano, pelo que admite que existem condições para que este valor tenha sido ultrapassado este ano.

Além disso, a Web Summit permite a Portugal continuar o caminho da inovação, de criação de empregos, de crescimento económico, disse, explicando que o seu impacto vai muito mais além.

O evento “coloca Portugal, definitivamente, no topo do mundo tecnológico”, salientou, contando a história de que o anúncio da vinda da Web Summit para Portugal, em setembro de 2015, aconteceu “precisamente e por coincidência (…) na semana” em que a AICEP abriu a delegação de São Francisco, nos Estados Unidos, o que “não podia ser mais apropriado”, já que as grandes tecnológicas estão lá presentes.

Atualmente, “Portugal é encarado de forma diferente do que era há um ano ou há dois anos, no que toca à tecnologia, que hoje em dia impacta todas as áreas” da vida das pessoas, disse.

“É impossível vivermos sem ela” e isso “vai fazer com que Portugal seja encarado como um ‘hub’ [centro] tecnológico. Portanto, é uma mudança estrutural que é fundamental e eu tenho muito orgulho” enquanto presidente da agência, sublinhou.

Questionado sobre qual foi o maior sucesso durante o seu mandato à frente da AICEP, Miguel Frasquilho destacou a Web Summit: “Em vertentes que digam mais respeito à AICEP e onde nós influenciámos, penso que, decisivamente, não poderia deixar de colocar à cabeça a vinda para Portugal da Web Summit, que eu penso que tem todas as condições para poder ser a maior conferência mundial de tecnologia no futuro já não muito longínquo”.

“Foi um acontecimento que marcou este meu mandato à frente da AICEP, foi o maior evento alguma vez realizado em Portugal, diria que só ombreia com o Euro2004 e com a Expo98, mas aqui com uma vantagem para a Web Summit”, já que este “é um evento que não se esgota num ano”, disse Miguel Frasquilho.

Segundo o presidente da AICEP, a vinda da Web Summit para Portugal foi uma conquista que envolveu um conjunto importante de pessoas, entre os quais o embaixador de Portugal na Irlanda, Bernardo Futscher Pereira, o administrador executivo da AICEP, Luís Castro Henriques, e o assessor da AICEP, Artur Alves Pereira, o qual fez todas as ligações durante o processo.

Além disso, Miguel Frasquilho destacou também o papel do antigo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e do ex-secretário de Estado Leonardo Mathias, do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e do Turismo de Lisboa e do Turismo de Portugal para que o evento se realizasse no país.

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