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Novo Banco

Lone Star mantém António Ramalho se comprar o Novo Banco

"Público" diz que fundo norte-americano está disponível para manter António Ramalho à frente do Novo Banco. E está aberto à entrada de investidores estrangeiros. Processo é para fechar em fevereiro.

JOÃO RELVAS/LUSA

O fundo norte-americano Lone Star está disponível para manter António Ramalho na liderança da comissão executiva do Novo Banco caso consiga comprar a instituição. Além disso, o fundo está aberto a acolher outros investidores nacionais na sua proposta. Estas são algumas novidades avançadas esta terça-feira pelo jornal Público, sobre um processo que, sabe o Observador, deve ser fechado até ao final do mês de fevereiro, esperam as autoridades.

O processo está na reta final e, segundo o Público, é esperado nos próximos dias em Lisboa Olivier Brahin, o principal responsável do Lone Star pelas operações europeias. Em meados de janeiro, altura em que o Governo definiu como linha vermelha a não existência de quaisquer garantias públicas prestadas sobre o valor dos ativos do Novo Banco, o Lone Star demonstrou disponibilidade para negociar formas “criativas” para satisfazer os dois lados da negociação. A imprensa tem falado numa garantia de 2.500 milhões de euros para salvaguardar possíveis surpresas negativas no valor dos ativos.

Quando o Banco de Portugal escolheu o Lone Star como candidato favorito, a 4 de janeiro, já indicava que na próxima fase da negociação se tentaria “remover” as “condicionantes com potencial impacto nas contas públicas” — mas já nessa altura o Banco de Portugal admitia, também, “minimizar” esse impacto, ou seja, não excluindo que possa ser difícil eliminar essas “condicionantes” por completo. O que faz com que esta questão, nesta fase, seja mais política do que financeira.

“Vamos continuar a trabalhar incansavelmente com o Banco de Portugal, o Fundo de Resolução e o governo português para assegurar um acordo final para apoiar a reestruturação do Novo Banco, para um benefício de longo prazo dos seus clientes, colaboradores, credores e da economia portuguesa em geral”, adiantou o fundo a 5 de janeiro, depois de ter sido escolhido pelo Banco de Portugal.

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