O treinador Nuno Espírito Santo acredita que o FC Porto pode acabar com quatro anos de invencibilidade da Juventus em casa na Liga dos Campeões, bem como tentar o apuramento para os quartos de final.

(Esta invencibilidade) É o reconhecimento de que estamos diante de um grande adversário, uma grande equipa. Há muito tempo que não perde na sua casa. Mas também nos motiva saber que alguma vez há-de ser a primeira. Temos é de competir e jogar”, disse o técnico, na véspera da segunda mão dos oitavos de final da prova, para a qual parte com desvantagem de 2-0.

No seu novo estádio, inaugurado em 2011, sofreu apenas cinco derrotas e só uma equipa marcou os três golos que os ‘dragões’ precisam — se igualar o resultado da primeira mão, o jogo vai decide-se com prolongamento ou penáltis –, o que dificulta ainda mais a dura missão portista.

Vai ser um jogo longo, competitivo, duro. Temos de controlar as nossas emoções, ser consistentes e ao mesmo tempo ser muito criativos no que queremos no crescimento da equipa. Criatividade e concentração. Estamos cá. Viemos para competir e com a maior motivação”, garante.

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O técnico considera que o desaire no Dragão “ficou marcado pelo incidente” da expulsão de Alex Telles (27 minutos), admitindo que “nunca se saberá o que seria diferente”.

O que pode marcar o jogo de terça-feira? Sermos nós mesmos. Considero que a equipa está melhor, cada vez mais competitiva, mais madura e consistente. Cada vez interpreta melhor a ideia que temos. Grande solidez e consistência defensiva que podem libertar o talento e criatividade dos jogadores”, explicou.

Admite que “não haverá grandes surpresas” na atitude das equipas e confia na “resposta muito boa” de todas as suas opções em Turim: “Vimos com muita ilusão. Sabemos que vai ser complicado, é difícil, mas não é impossível.”

O técnico espera um “espírito competitivo tremendo” dos seus pupilos, certo de que todos se apresentarão “a 200%”, no que entende ser uma “nova oportunidade de crescimento da equipa”.

Nuno Espírito Santo também relevou as várias recuperações protagonizadas nos oitavos de final da prova — o Barcelona recuperou de 0-4 para 6-1 frente ao Paris Saint-Germain –, recordando que o FC Porto vai ter “um jogo diferente, adversário distinto” e que parte “com desvantagem no resultado frente a uma Juventus que em sua casa é muito forte”.

O treinador assumiu ainda que agora tem “soluções diferentes” num plantel pouco retocado quanto ao que iniciou a época, mas que tem visto “jogadores a crescer muitíssimo (…) em prol da equipa”, num grupo em que cada futebolista tem ainda o “permanente compromisso e solidariedade para com os demais”.

O romeno Ovidiu Hategan será o árbitro do desafio da segunda mão dos oitavos de final, que se disputa às 19h45 de terça-feira, em Turim.