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Rolls-Royce

Novo Phantom. Mais do que luxo, opulência

Com quase 100 anos de existência, o Rolls-Royce Phantom deu a conhecer a sua oitava geração. Proposta que vai para além do luxo, fazendo da opulência palavra de ordem.

Autor
  • Francisco António

Modelo dado a conhecer, pela primeira vez, em 1925, enquanto sucessor da proposta original Silver Ghost, o Rolls-Royce Phantom acaba de desvendar a sua oitava geração, que o fabricante britânico define como “o carro mais luxuoso do mundo”. Mas que, na verdade, renovado de cima a baixo, inclusivamente na plataforma, facilmente ultrapassa qualquer sinónimo de luxo, fazendo da opulência um estado normal. As vendas começam já em 2018, com preços (estimados) a partir de 400 mil libras esterlinas, perto de 448 mil euros.

O novo Phantom é apenas a segunda geração do modelo nascida sob a égide da BMW. E que, depois de um processo de desenvolvimento que se prolongou por cerca de seis anos, surge agora totalmente renovada e reformulada. A começar pela plataforma que estreia, totalmente em alumínio (30% mais rígida que a antecessora), a que o fabricante deu o nome de “Architecture of Luxury”, e que passará a servir de base a todas as propostas – SUV, incluído – que a marca vier a desenvolver ou renovar.

Chassi mais leve, mas mais pesado

Segundo explica o fabricante britânico, este novo chassi, de eixos redesenhados e novas suspensões de sobrepostos à frente e multi-link atrás, permite levar mais além a sensação de “tapete mágico voador” que faz parte de qualquer Rolls-Royce, sendo igualmente mais leve que o antecessor. O que, ainda assim, não tornou o Phantom mais leve; pelo contrário, o carro está mais pesado (passou dos 2.550 kg para os 2.656 kg), embora culpa, principalmente, da adopção de muita nova tecnologia – a começar, por uma nova arquitectura eléctrica de 48V e barras estabilizadoras activas, soluções com as quais a marca procurou alcançar um dos objectivos definidos para esta oitava geração, e que passava por uma melhoria da estabilidade e agilidade do modelo.

A contribuir igualmente para esse propósito, pneus novos concebidos pela Continental, com 21″ de diâmetro à frente e 22 atrás, que ajudam não só a combater o barulho de rolamento, como também a aprimorar a dinâmica.

Também renovado foi o propulsor colocado debaixo do capot dianteiro, que passa a ser uma nova versão do V12 6,5 litros, graças à adopção não apenas de dois turbocompressores, mas também de novos pistões, sistema de arrefecimento, cambota e software de gestão. Permitindo assim anunciar não somente uma potência máxima de 571 cv às 5.000 rpm, mas principalmente um impressionante binário de 900 Nm, logo a partir das 1.800 rpm. Números que levam o director de engenharia da Rolls-Royce, Philip Koehn, a descrever, este novo bloco como “potência pura”, ao permitir que o modelo acelere dos 0 aos 100 km/h em 5,3 segundos, com a velocidade máxima a surgir aos 250 km/h. Electronicamente limitada, obviamente, até porque, comenta Koehn, mais do que isso “não seria apropriado”.

Já quanto à carroçaria foi igualmente reformulada, sendo agora mais curta (-77 mm, para os 5,762 m), mais larga (+29 mm, para os 2,018 m) e mais alta (+8 mm, para os 1,646 m), além de ter perdido comprimento na distância entre eixos – com menos 19 mm, tem agora “apenas” 3,552 m. Isto, na versão base, já que continuará a existir igualmente uma versão longa, com mais 200 mm entre eixos e no comprimento total.

Mas se as dimensões mudaram, o design não ficou atrás, ainda que sendo alterado de forma menos evidente. As alterações concentraram-se na grelha frontal, a partir de agora ligeiramente inclinada para trás, colocada entre ópticas também novas e equipadas com tecnologia de iluminação a laser (capaz de iluminar até 600 m à frente!), e com a estatueta “Spirit of Ecstasy” elevada em cerca de 1,2 cm. Tudo isto, num corpo cujo perfil, refere o director de design, Giles Taylor, faz lembrar um iate e em que a traseira, com luzes em LED inspiradas em jóias e um óculo mais direito, surge mais inclinada para a frente. Procurando transmitir, dessa forma, “maior distinção e sumptuosidade”, mas também com um certo “olhar cavalheiresco”.

Ainda no exterior, moldura do pára-brisas e janelas surgem agora em aço escovado, obtido de forma artesanal, com as portas a abrirem, como manda a tradição na Rolls-Royce, em sentido oposto, as tradicionais portas-suicidas. No habitáculo, a opulência é ainda mais evidente, embora tendo sido concebido também com o intuito, segundo Taylor, de proporcionar “uma sensação de tranquilidade e isolamento”.

O reino do silêncio

Ainda segundo o fabricante, o novo Phantom tem mais de 130 quilos de materiais de isolamento acústico, além de vidros duplos com seis milímetros de espessura, em redor de toda a cabine. Isto, não só para manter os ocupantes a salvo de qualquer agressão – sonora, principalmente, com o novo modelo a anunciar uma redução de 60 decibéis no barulho que consegue entrar no habitáculo – do exterior, mas também com o intuito de ajudar a destacar o luxo e qualidade no interior. Mais apurado nesta oitava geração, com adopção de bancos dianteiros mais confortáveis e com um aplique em madeira inspirado nas cadeiras Eames Lounge de 1956, a partir dos quais “nascem” mesas desdobráveis e ecrãs de entretenimento para os passageiros dos lugares traseiros. Ambos escondidos do olhar quando não em uso, mas que passam a estar disponíveis através do simples premir um botão.

A pensar especificamente no condutor, e até para não concentrar tanta informação no novo painel de instrumentos, digital de 12,3″, um head-up display passa a fazer parte do equipamento de série. Ainda no tablier, o passageiro do lado centrará certamente a sua atenção no inovador revestimento em vidro que passa a surgir à sua frente. Material que, de resto, é utilizado, pela primeira vez, desta forma, num automóvel e que, lá mais para a frente, poderá inclusivamente cobrir obras de arte que os proprietários possam querer exibir, por detrás do vidro.

Opcionais é coisa que – como já é hábito – não falta a esta nova geração Phantom, indo desde os mais variados tipos de bancos, individuais ou não, e com todo um sem-número de ajustes eléctricos, até pormenores como a possibilidade de dispor de um “céu estrelado”, formado por inúmeros LED, um conjunto de taças de whisky, ou até mesmo um decanter.

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