Elétricos

Bateria para 320 km carrega em apenas 6 minutos

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"A necessidade aguça o engenho" e este provérbio aplica-se na perfeição às baterias dos automóveis, que registam avanços regulares. Agora foi a vez da Toshiba, cuja inovação surpreendeu o mundo.

Agora que as baterias dos automóveis eléctricos já conseguem garantir autonomias superiores a 600 km, no caso da Tesla – e cada vez será maior o número de construtores a anunciar valores desta ordem de grandeza –, um dos obstáculos que impedem uma maior aceitação dos carros eléctricos alimentados por bateria é o tempo necessário para as recarregar. Mas até este aspecto negativo está em vias de ser ultrapassado.

Quando se fala de colocar o máximo de energia eléctrica dentro de uma bateria, no menor período de tempo, a Tesla lidera confortavelmente, como em quase tudo o que respeita a esta tecnologia, pois os seus modelos são os únicos a poder recorrer a supercarregadores, capazes de lidar com 120 kW.

Mas esta fasquia da marca americana está em vias de ser ultrapassada, e largamente, uma vez que a portuguesa Efacec já apresentou o seu supercarregador de 350 kW, que vai servir os modelos do Grupo Volkswagen, a começar já no final deste ano com o Porsche Mission E. E há quem esteja desde já a preparar hipercarregadores a 500 kW. Uns e outros vão permitir reduzir consideravelmente reduzir o tempo de carga para baterias de grandes dimensões e capacidade.

Agora vem a Toshiba anunciar que encontrou uma solução para garantir, a um veículo eléctrico, energia para percorrer mais 320 km em apenas 6 minutos, o que pressupõe uma melhoria radical face ao que até aqui estava disponível. O que torna esta inovação mais interessante do que muitas que têm surgido nos últimos meses, é que a Toshiba não é uma startup nem uma empresa desconhecida, de quem se pode suspeitar que está à procura dos seus cinco minutos de fama ao anunciar uma descoberta com viabilidade, no mínimo, discutível.

Em abono da verdade, a marca japonesa de acumuladores já tinha apresentado em 2008 as suas baterias SCiB, que recorrem a óxido de lítio-titânio, em vez de iões de lítio, o que lhes permite aumentar o tempo de vida útil (maior número de ciclos de cargas e descargas), trabalhar a baixas temperaturas sem perder eficiência e aceitar cargas de grande potência sem aquecer ou sofrer curtos-circuitos.

Segundo a Toshiba, “o protótipo da nova bateria, com 50 Ah, já permite 5.000 ciclos mantendo 90% da capacidade”, sendo que o objectivo são os 15.000 ciclos. E, segundos os seus criadores, “a nova tecnologia assegura ainda uma maior densidade energética, com o seu ânodo a evitar a deposição de material durante as cargas e descargas muito rápidas, o que tradicionalmente conduz a degradação e curtos-circuitos”.

O fabricante acredita que esta tecnologia pode ser facilmente aplicada à indústria automóvel já a partir de 2019.

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