Esta terça-feira, rebentou a polémica sobre uma chamada telefónica entre Donald Trump e a viúva de um soldado. E, tal como todas as histórias que envolvem o presidente dos Estados Unidos, esta também tem mais capítulos.

Donald Trump disse à viúva de um soldado que “ele sabia ao que ia”

O presidente norte-americano foi acusado por uma congressista democrata – e pela própria viúva em questão – de ter dito “ele sabia ao que ia”, no que consideram ter sido uma total falta de sensibilidade. Trump desmentiu e disse que tinha provas, comentou até que teve “uma conversa muito simpática” com a mulher, que lhe pareceu ser “adorável”. A congressista insistiu e disse que também tinha provas da “insensibilidade” de Trump. A mãe do sargento David Johnson – um dos quatro que foi morto a 4 de outubro numa emboscada – diz que também ouviu a chamada telefónica e confirma que o presidente disse mesmo aquilo que alega agora não ter dito à viúva do soldado.

Mas claro que o assunto não ficou por aí. Frederica Wilson, que é membro da Câmara dos Representantes, foi acusada pela Casa Branca de politizar uma questão sensível e que em nada está relacionada com as disputas políticas. Donald Trump, por sua vez, foi acusado de ter feito exatamente o mesmo, ainda antes, quando disse que Barack Obama não ligava às viúvas dos soldados mortos em combate.

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A verdade é que nunca vamos saber quem tem razão – até porque estas provas, de que ambos falaram, ainda não foram apresentadas por nenhuma das partes.

Mas o rescaldo desta polémica pode sair mais caro a Donald Trump. O Washington Post contou esta quarta-feira que, em junho deste ano, o presidente dos Estados Unidos prometeu 25 mil dólares ao pai de um sargento morto no Afeganistão. O que se soube mais tarde foi que o cheque só foi enviado pela Casa Branca depois de o jornal publicar o artigo. O pai de Dillon Balridge, o soldado em questão, disse ao New York Times que “ter alguém a dizer-me que me ia dar alguma coisa e depois não cumprir foi como dar-me pontapés quando eu já estava no chão”.

A Casa Branca não reagiu às críticas e Donald Trump ainda não tweetou. Mais o mais provável é que a história não fique por aqui.