Hernán Barcos chegou ao Sporting com 31 anos, no mercado de Verão de 2016. Os leões lutavam pela conquista do Campeonato e procuravam um avançado que desse retaguarda a Slimani, o grande goleador da equipa, após a saída de Fredy Montero. Apostaram numa espécie de globetrotter batido no futebol, mas sem grande sucesso: fez oito jogos como suplente utilizado e não conseguiu marcar nos 120 minutos que esteve em campo.

Hernán Barcos num jogo frente ao V. Setúbal, com Frederico Venâncio por perto (JOSÉ MANUEL RIBEIRO/AFP/Getty Images)

Nascido e formado na Argentina (Racing), o dianteiro andou mais de uma década com a mala às costas, passando por Paraguai (Guarani), Equador (Olmedo), Sérvia (Estrela Vermelha), Argentina (Huracán), China (Shanghai Shenhua e Shenzhen), Equador (LDU Quito), Brasil (Palmeiras e Grémio) e China (Tianjin Teda). Depois, não sendo opção para Jorge Jesus, foi cedido ao Vélez Sarsfield (Argentina) e, por falta de adaptação, ao LDU Quito (Equador).

Aos 33 anos, parece outro: em 34 jogos, leva 20 golos entre Campeonato (17) e Taça Sul-Americana (3). E o último está a correr mundo: em vantagem na receção ao Fuerza Amarilla, num jogo a contar para a Liga do Equador, por 2-1, o avançado aproveitou um penálti para fazer algo que nomes grandes do futebol como Johan Cruyff e Lionel Messi tinham tentado e conseguido: uma grande penalidade convertida… a dois toques.

“Trabalhámos durante a semana. Tive a ideia com Vega, normalmente fazíamos isso nos treinos. Pedi ao Betancourt, que tinha a bola na mão para marcar o penálti, disse-lhe que precisava mesmo, o Sherman aproximou-se de mim e perguntou-me se queria arriscar a jogada”, explicou o internacional argentino no final do jogo ao programa Área Desportiva, citado pelo Teleamazonas.

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Com todo este sucesso, Barcos já fez questão de afirmar que pretende continuar no LDU Quito para celebrar golos como um “Pirata”, alcunha que ganhou desde cedo por festejar com uma das mãos cerrada no ar e a outra a tapar um olho. Algo que nunca chegou a fazer em Alvalade mas que não se cansa de fazer no Equador.