O deputado Carlos Abreu Amorim saudou neste domingo, em nome do PSD, as medidas anunciadas no sábado pelo governo para a Proteção Civil e contra os incêndios — sobretudo as que diz virem na linha do que foi proposto pelo PSD. Ainda assim, o deputado garante que o PSD vai “estudar em profundidade o desenho” das medidas e promete que o PSD irá propor outras medidas.

Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela SIC Notícias, Carlos Abreu Amorim afirmou que o PSD considera “algumas destas medidas, designadamente aquelas que repetem aquelas que o PSD apresentou na passada sexta-feira, extremamente positivas”.

Um exemplo: “a criação de concursos públicos para a Autoridade Nacional da Proteção Civil — uma medida que apresentámos em primeiro lugar, o Governo vem agora apresentar uma medida no mesmo sentido — julgamos que é fundamental para acabar com aquilo que infelizmente foi apontado nos vários relatórios técnicos sobre os incêndios de Pedrógão Grande e que é o facto de a Proteção Civil estar pejada de pessoas sem as competências e o devido mérito, estando lá por favoritismo político”. “Essa situação tem de terminar de uma vez por todas”, atirou Carlos Abreu Amorim.

O PSD saúda o governo e o país pode contar com o PSD para aquilo que for necessário. Estudaremos em profundidade o desenho de todas as medidas e acrescentaremos algumas às que o Governo apresentou ontem depois do Conselho de Ministros.

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Abreu Amorim lamentou, contudo, que o PS tenha chumbado algumas medidas do PSD. “Obviamente que temos de lamentar que algumas dessas medidas tenham esperado quatro meses, designadamente a questão da indemnização às vítimas de Pedrógão e agora às vítimas dos incêndios que sucederam a Pedrógão”, atirou.

Quanto ao plano agora apresentado, o PSD vai “estudar em profundidade estas medidas, que saudamos e que iremos apoiar, mas julgamos que podem ser complementadas com outras medidas”. Tais como? Por exemplo, “a ideia que está presente no relatório da comissão técnica que é a criação de uma unidade militar que faça face a catástrofes, que seja apta, profissionalizada, e com a lógica de operacionalidade militar para fazer face não só a incêndios mas qualquer tipo de catástrofe que possa assolar o nosso país, como há em Espanha”.

Carlos Abreu Amorim regista que algumas das medidas apresentadas pelo Governo vão no sentido de uma maior inclusão das Forças Armadas mas o PSD acha que tem de se fazer mais para “aproveitar as competências e as sinergias” que as Forças Armadas podem acrescentar. De qualquer forma, Carlos Abreu Amorim pede mais tempo para conhecer em detalhe “o desenho” das medidas, já que “isto foi apenas o anúncio de uma intenção” por parte do Governo.