Alojamento Local

Governo diz que 50% do alojamento local em Portugal foi registado nos últimos 2 anos

Ao longo do 'boom' do alojamento local, o maior crescimento foi registado em 2017, com 19.493 estabelecimentos licenciados até 15 de dezembro, um número ainda superior ao indicado pela ALAP.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, disse esta quinta-feira que 50% das unidades de alojamento local existentes em Portugal foram registadas nos últimos dois anos.

Ana Mendes Godinho, que destacou na tomada de posse da direção da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) que todos os números do setor disponíveis até outubro de 2017 “são ótimos” e revelam “o dinamismo” que se vive em Portugal, afirmou que “50% das empresas de animação turística surgiram em 2016 e 2017 e que 50% das unidades de alojamento local registadas em Portugal registaram-se em 2016 e 2017”.

Lembrou ainda entre outros números — como o já anunciado da criação de emprego pelo turismo e o facto de as receitas turísticas até outubro já terem superado as de 2016 — que “surgiram 80 novos hotéis nos últimos dois anos” e que a perspetiva “é de crescimento nos próximos anos”, o que mostra a confiança e o grande dinamismo que se sente por parte dos investidores, que acreditam” em Portugal.

No final de 2017, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda, disse à Lusa que quase um terço dos estabelecimentos de alojamento local registados no ano passado dizem respeito “única e exclusivamente” a legalizações, devido à obrigação de as plataformas eletrónicas exigirem o número de registo.

“Com a nova legislação que obrigou as plataformas a exigirem os números de anúncios, o número de legalização teve um crescimento importantíssimo. Estima-se que este ano, das novas aberturas, que foram cerca de 18 mil, 6.500 digam respeito única e exclusivamente a esta ação de legalização”, disse, advogando que esta “foi talvez das ações de legalização mais importantes e com maior efeito que já se fizeram até hoje”.

Segundo dados do Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local (RNAL), disponibilizado pelo Turismo de Portugal, o alojamento local em Portugal mais do que quadruplicou nos últimos três anos, passando de cerca de 13 mil estabelecimentos registados até 2014 para mais de 55 mil espaços hoje existentes um pouco por todo o país.

Até 15 de dezembro de 2017 estavam registados 55.345 espaços desta tipologia de empreendimentos turísticos, localizados maioritariamente nos concelhos de Lisboa (10.611), Porto (4.881) e Albufeira (4.815).

Ao longo do ‘boom’ do alojamento local, o maior crescimento foi registado em 2017, com 19.493 estabelecimentos licenciados até 15 de dezembro, um número ainda superior ao indicado pela ALEP. Em 2016 foram abertos 11.733, em 2015 foram 10.535 e em 2014 foram 4.041 espaços.

Para o responsável da ALEP, um dos maiores obstáculos ao futuro do setor é a instabilidade legislativa, nomeadamente as propostas apresentadas por vários grupos parlamentares para limitar o alojamento local devido ao arrendamento tradicional.

“As constantes alterações trazem sempre instabilidade e ninguém quer investir, arriscar a sua vida, o seu futuro, num ambiente que é instável”, afirmou Eduardo Miranda, defendendo que é necessário “estabilizar em termos fiscais o setor”.

Entretanto, cinco projetos de lei dos diferentes quadrantes políticos referentes ao alojamento local, discutidos em 5 de janeiro, no plenário, baixaram à Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, sem votação.

O PCP, Bloco de Esquerda, PS, PAN e PSD já se haviam mostrado “abertos ao diálogo”, em sede de especialidade, para debaterem a regulação do alojamento local. No final do debate em plenário todos os partidos optaram por enviar os diplomas para a especialidade sem qualquer tipo de votação, por um prazo de 60 dias.

O plenário debateu cinco projetos de lei do PS, BE, PCP e PAN sobre o alojamento local defendendo, na generalidade, a obrigatoriedade de uma autorização por parte da assembleia dos condóminos para o exercício da atividade.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política

A protecção da família em Portugal

Luiz Cabral de Moncada

A família, enquanto célula principal da sociedade e berço da moral, como bem se sabe na Calábria, está mais garantida do que nunca. Nunca será esquecida pelos partidos quando no poder político.

Mar

Bruno Bobone: «do medo ao sucesso»

Gonçalo Magalhães Collaço

Não, Portugal não é uma «nação viciada no medo» - mas devia realmente ter «medo», muito «medo», do terrível condicionamento mental a que se encontra sujeito e que tudo vai devastadoramente degradando.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)