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Primeira Liga NOS

Depois do susto, o jogo: os cenários para acabar (ou não) o que falta do Estoril-FC Porto

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A evacuação da bancada norte do António Coimbra da Mota e a falta de segurança interromperam um jogo que o Estoril vencia ao intervalo. E agora? Há três cenários em aberto (com outros tantos finais).

Eduardo fez um grande golo nos primeiros 45 minutos antes da interrupção do encontro por questões de segurança

AFP/Getty Images

Há ainda algumas perguntas sem resposta em torno da bancada norte do Estádio António Coimbra da Mota que teve de ser evacuada por motivos de segurança (as imagens entretanto divulgadas pelo próprio FC Porto mostram bem que o risco de colapso da estrutura era real), da mesma forma que ficou a certeza que as medidas tomadas foram as adequadas para garantir a segurança dos espetadores. Centremo-nos agora na questão meramente desportiva: quais são os cenários para concluir o jogo que o Estoril vencia por 1-0 ao intervalo?

Sem que se percebesse muito bem o porquê, a hipótese de se jogar a segunda parte do encontro esta terça-feira (com a bancada devidamente encerrada, entenda-se) foi a primeira a cair, até porque, mal se percebeu que o jogo não iria continuar, a comitiva azul e branca despachou-se e seguiu viagem de regresso à Invicta para evitar desgastes físicos desnecessários. Esta manhã, a partir das 10h30, a Liga vai reuniu com elementos de Estoril, FC Porto, Câmara Municipal de Cascais, Bombeiros e Farcimar (empresa responsável pela construção daquela bancada em 2014), devendo haver no final do encontro uma decisão sobre o tema.

Cenário 1: os 45 minutos em falta realizam-se no António Coimbra da Mota. À partida, este seria o caminho lógico para o epílogo do encontro, com uma nuance prevista no artigo 41.º do Regulamento de Competições: à exceção dos jogadores castigados, expulsos ou já substituídos durante o período jogado, os técnicos podem mudar a equipa na totalidade, se assim entenderem. Mas há um ponto mais complicado de contornar – uma data. E é fácil perceber porquê: com os compromissos dos dragões no Campeonato, na Taça de Portugal, na Taça da Liga e na Champions, apenas no final de fevereiro ou em março haveria espaço no calendário.

Cenário 2: os 45 minutos em falta jogam-se num outro recinto. É a hipótese menos provável (quase inverosímil), mas ainda assim tem de considerar-se: caso se entenda que, quem comprou bilhete para o encontro, tem direito a assistir ao mesmo (ou acontece isso ou o dinheiro é devolvido, como o Estoril já salvaguardou em comunicado) e como existe o risco da bancada norte do António Coimbra da Mota ficar encerrada durante uns tempos até serem garantidas todas as condições de segurança, os 45 minutos em falta poder-se-iam realizar num outro recinto. Há sempre o problema supracitado: só poderia ocorrer no final de fevereiro ou em março.

Cenário 3: o Estoril é punido com a pena de derrota. Há dois pontos do Regulamento Disciplinar da Liga que preveem a sanção de derrota ao clube organizador do encontro caso se confirme que teve responsabilidade na interrupção por causa dos problemas de segurança na bancada norte. Como o ponto 4 do artigo 94.º, sobre “Não realização de jogos por falta de condições do estádio, de segurança ou dos equipamentos”.

4. Quando um jogo oficial não se efetuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 12 UC e o máximo de 50 UC e com a sanção de reparação à Liga e ao adversário das despesas de arbitragem, de delegacias, de organização e do valor da receita que eventualmente coubesse ao adversário.

A confirmar-se, o FC Porto ficaria com os três pontos e manteria a liderança isolada do Campeonato com 48 pontos, mais dois do que o Sporting e mais cinco do que o Benfica (o Estoril manteria o último lugar, com 12 pontos).

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