Rádio Observador

Estados Unidos da América

Brasil vai pedir aos EUA para ser exceção e não pagar taxas sobre aço e alumínio

Brasil vai pedir aos Estados Unidos para ser um dos países da lista das exceções ao pagamento de tarifas aduaneiras às importações de aço e alumínio decidido pelo Presidente americano.

WU HONG/EPA

O Brasil vai pedir aos Estados Unidos para ser um dos países da lista das exceções ao pagamento de tarifas aduaneiras às importações de aço e alumínio decidido pelo Presidente norte americano, anunciou o Governo brasileiro.

Os EUA vão começar a aplicar tarifas aduaneiras de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio dentro de 15 dias, com o Canadá e o México excluídos destes pagamentos, anunciou na quinta-feira a Casa Branca.

O pedido oficial do Brasil será enviado a dois departamentos do Governo norte-americano nas próximas duas semanas, cumprindo o prazo estipulado pelos EUA, avançou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço ao mercado norte-americano, depois do Canadá.

Os técnicos do Governo brasileiro já estão em contacto com os homólogos norte-americanos para obterem informações acerca do procedimento necessário a seguir no pedido de exceção.

A Coreia do Sul foi um dos países que seguiu o mesmo caminho que o Brasil e anunciou ter enviado aos EUA uma carta a pedir a isenção do pagamento daquelas taxas, transmitindo a sua preocupação com o impacto que a medida teria sobre as suas exportações.

A decisão de taxar as importações de aço e de alumínio foi justificado por Donald Trump com a necessidade de evitar as importações baratas, principalmente da China, situação que descreveu como “um assalto ao país”. No entanto, o Presidente norte-americano disse que os “amigos reais” dos Estados Unidos poderiam obter a isenção do pagamento das tarifas, que entram em vigor dentro de 15 dias.

O Canadá e o México, membros do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), que está em processo de renegociação, estão na lista das exceções por tempo indeterminado.

Vários países já vieram criticar a decisão de Donald Trump, alertando para as consequências para o comércio internacional. A União Europeia (UE) exigiu a isenção do pagamento desta taxa, enquanto a China já criticou a decisão e solicitou aos EUA que a retirem “o mais rápido possível”.

Na sexta-feira, através do comissário para a Competitividade, Jyrki Katainen, a UE veio dizer que está pronta para retaliar a decisão dos EUA de aplicar taxas alfandegárias sobre as importações de aço e de alumínio, mas primeiro quer dialogar com Washington.

No mesmo dia, o representante do bloco europeu no Brasil, o português João Gomes Cravinho, disse que a UE quer concertar com aquele país e a Austrália uma resposta conjunta ao aumento das tarifas. O Japão, como a União Europeia, exige isenção dos impostos.

Donald Trump já respondeu aos europeus dizendo que renuncia às taxas aduaneiras sobre os países da UE se os 28 abdicarem das barreiras aos produtos dos EUA.

“A UE, países maravilhosos que tratam muito mal os Estados Unidos no comércio, queixam-se dos impostos sobre o aço e o alumínio. Se eles abandonarem os seus horríveis obstáculos e os seus direitos aduaneiros sobre produtos norte-americanos, nós abandonaremos os nossos. Se não, taxamos as viaturas, etc. Justiça!”, escreveu o Presidente na rede social Twitter.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Racismo

A racialização da política é isto /premium

Rui Ramos
128

As democracias têm de tratar todos os cidadãos como iguais, com os mesmos direitos e obrigações, e ajudar os mais pobres e menos qualificados, sem fazer depender isso de "origens" ou "cores".

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)