Em apenas alguns anos, o yoga tem sofrido grandes alterações, tal como acontece com as artes marciais. Juntar as duas é que é outra conversa. Cameron Shayne domina tanto as artes marciais como a meditação, mas, segundo adianta o jornal espanhol El País, não gosta da postura com que muitas vezes se pratica o yoga.

Mas o Budokon, criado por Shayne, não se opõe ao  yoga na totalidade. Na verdade, combina certos elementos desta disciplina com outros das artes marciais, fruto de uma necessidade evidente para muitos. “Vivemos acelerados, agradam-nos as atividades mais vigorosas, daí a necessidade de um yoga menos estático”, explica Santiago Lautz, mestre desta disciplina no seu estúdio, Hello Pilates, em Madrid.

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E no Budokon, a inspiração é muito especifica: os movimentos “armónicos” dos guerreiros de há três mil anos. “Juntamos o yoga tradicional e as poses mais conhecidas com artes marciais de origem japonesa e coreana, como o karaté de Okinawa [no Japão] e o taekwondo e o taichi”, explica o instrutor ao El País. A grande diferença é que no yoga dito tradicional o objetivo é manter uma certa posição durante um determinado tempo e no Budokon impera a transição e a troca de posições em menos tempo.

O Budokon foi criado por Cameron Shayne, em 2001, que mais tarde fundou a Universidade de Budokon, na Florida, nos Estados Unidos, que além de aulas confere também o grau de profissional a quem quiser tirar o curso.

“Tanto os homens como as mulheres aderem ao Budokon. É desafiante treinar o corpo com este tipo de exercicios, que combinam ginástica e musculação, faz as pessoas sentirem-se bem e é melhor do que ir ao ginásio levantar pesos”, disse Cameron ao site ISPO Múnique, uma das maiores feiras de desporto a nível europeu. O foco do Budokon, explica Cameron, é a flexibilidade e a força.

[Vídeo demonstrativo do que é feito no Budokon, com Cameron Shayne]

Em Portugal, até à data, ainda não há nenhuma escola que se dedique em exclusivo ao Budokon.