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Adiar o envelhecimento, sem cirurgias

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Recomeçar a viver depois dos 40 nunca foi tão verdade como agora. E pode ser perfeito se nos sentirmos bem no nosso corpo, sem os problemas que vêm com a idade. Como? As hormonas são parte da solução.

Se os 50 anos são os novos 30, então há que aproveitá-los bem e não deixar que nada impeça a concretização dessa segunda vida em pleno. Bem-estar e felicidade é o que todos queremos, de preferência com um corpo atraente e poucas rugas. E isto tudo sem intervenções estéticas. O que há uns anos parecia ficção é agora realidade. Graças aos avanços da ciência já é possível atrasar os efeitos do envelhecimento e melhorar a qualidade de vida depois dos 40, devolvendo o controlo perdido sobre o peso e o corpo em geral. Para tal, basta fazer uma correção dos níveis hormonais, seguir uma alimentação cuidada e praticar exercício físico adequado. Com estas três vertentes asseguradas, talvez se tenha encontrado o segredo da longa qualidade de vida. E não, não é magia.

Para perceber como é que este processo funciona e o que é que as mulheres portuguesas podem fazer para melhor gerirem o seu amadurecimento, falámos com Teresa Branco, que coordena uma equipa especializada nesta área no Instituto Teresa Branco. Nas suas palavras, “a principal razão por que a maior parte das mulheres começa a aumentar de peso a partir dos 40, acentuando-se esta tendência com a menopausa, reside nas alterações hormonais características desta fase”.

Isto porque, a partir daquela idade, verifica-se uma diminuição anual de 1 a 3% dos níveis de hormonas responsáveis por áreas muito relevantes da nossa vida. As consequências desse decréscimo são muitas e algumas podem mesmo ser incapacitantes para o sexo feminino. Cansaço, perda de massa muscular, falta de firmeza, irritabilidade, insónias, secura vaginal, redução do desejo sexual ou défice de memória são apenas alguns dos muitos efeitos (ver caixa) que os défices hormonais implicam.

Modulação hormonal bioidêntica

Mas se o problema é a falta destas hormonas, então há que repô-las. A solução parece simples e, de facto, é. Este é precisamente o princípio da modulação hormonal bioidêntica, processo que o Instituto Teresa Branco tem vindo a praticar com sucesso junto de cada vez mais mulheres. A terapia consiste numa reposição dos níveis hormonais recorrendo a hormonas bioidênticas (não sintéticas), isto é, que têm uma estrutura molecular igual às que são naturalmente produzidas pelo corpo humano. Por esta razão, os nossos recetores estão preparados para estas hormonas, não havendo efeitos secundários.

O que é que os défices hormonais provocam?

Estas são as principais consequências dos défices hormonais na saúde das mulheres:

Progesterona – É a primeira hormona a diminuir provocando alterações de memória, irritabilidade, cansaço, insónias, tensão mamária, ansiedade, inchaço abdominal, retenção de líquidos, períodos menstruais dolorosos e abundantes, acumulação de gordura na zona da cintura e dos braços.

Estrogénios – A sua queda brusca traz perda de osso e de massa muscular, redução do desejo sexual, secura vaginal, peito descaído, afrontamentos e défice de memória.

Pregnenolona – Problemas de memória e cansaço mental.

DHEA – Produzida nas glândulas suprarrenais, também é responsável por défices de memória e manutenção da massa muscular.

Testosterona – É uma hormona sexual masculina, mas as mulheres também a têm e quando diminui provoca alterações de líbido, redução da força muscular, da assertividade e energia.

Melatonina – A hormona do sono é considerada anti-idade e a sua diminuição provoca dificuldades em dormir.

Como consequência, o metabolismo volta a ficar equilibrado, o peso é regulado e até a pele e o cabelo ficam mais bonitos. Esta beleza que começa no interior do organismo é exatamente o que Cristina Ribeiro, consultora imobiliária de 50 anos, descreve depois de ter começado o tratamento no Instituto Teresa Branco: “Sinto-me como se tivesse feito um lifting de dentro para fora, e isso reflete-se na minha imagem e bem-estar, num processo muito natural. Em seis meses perdi cinco quilos e consegui uma estabilização hormonal, todos os sintomas de mal-estar desapareceram. Eu lido com pessoas e sentir-me bem é essencial.”

Enfrentar a idade com apoio de uma equipa

Mas ainda que o princípio da reposição hormonal seja simples, há questões que devem ser acauteladas. Desde logo porque “as mulheres não são todas iguais e os valores ótimos para umas não o são para outras, mesmo que tenham a mesma idade”, explica a responsável. Por esse motivo, todo o processo é conduzido por uma equipa multidisciplinar, composta por vários profissionais, nomeadamente uma médica especialista nesta área que começa por solicitar diversos exames (análises sanguíneas, mamografia e ecografias, entre outros) com o objetivo de perceber se a mulher tem condições de saúde para fazer modulação hormonal bioidêntica. “Só as que são boas candidatas do ponto de vista clínico avançam”, esclarece, lembrando que “todo o processo é diferenciado, ou seja, é ajustado a cada pessoa em particular, de acordo com as suas características e défices”. Importa salientar que “estas hormonas bioidênticas são prescritas há anos por inúmeros clínicos e vendem-se nas farmácias mediante receita médica”, esclarece Teresa Branco, chamando a atenção para o facto de haver segurança total na sua administração.

Além da modulação hormonal há também um acompanhamento nutricional personalizado, com a elaboração de uma dieta específica para cada pessoa, e eventual suplementação com sais minerais e vitaminas. A isto junta-se a prescrição de exercício físico por uma fisiologista do exercício, que estuda cada caso em particular. E, se for necessário, está também disponível apoio psicológico efetuado por uma psicóloga clínica especializada nesta área.

Valorizar o amadurecimento natural

“A nossa proposta, enquanto equipa, é ajudar a amadurecer bem, com qualidade de vida e de forma natural. Isso é mais importante do que apenas ter um invólucro bonito, até porque, por vezes, consegue-se uma aparência muito jovem através de cirurgias estéticas, mas depois, do ponto de vista sexual, por exemplo, não há correspondência”, resume Teresa Branco. No fundo, o que se consegue com este processo é “um envelhecimento natural, que é o que as mulheres portuguesas querem”.

Isto foi precisamente o que nos contou Helena Sousa, 53 anos. Procurou ajuda para emagrecer os cinco quilos que aumentou depois de deixar de fumar, mas que não conseguia perder “apesar de ter cuidado com a alimentação e fazer muito exercício físico”. Seis meses depois de começar a ser seguida no Instituto Teresa Branco atingiu o objetivo e acredita que “o contributo da reposição hormonal foi essencial”. “Apesar de o resultado das minhas análises estar dentro dos parâmetros considerados normais para a minha idade, a verdade é que não estava tudo bem. Os estrogénios e a progesterona estavam muito baixos e os valores da tiróide também não eram os ideais”, relata. Com o equilíbrio conseguido sente-se muito melhor: “Toda a gente nota que estou mais magra e com um ar saudável. E é verdade, sinto-me mais jovem. A partir dos 50 o nosso corpo começa a ter dificuldade em acompanhar a vitalidade da cabeça, mas agora sinto que rejuvenesci de forma natural.”

Situação idêntica foi vivida por Francisca Fialho, 47 anos. Há já algum tempo que a assistente dentária se debatia com peso a mais, sem conseguir perdê-lo ainda que praticasse exercício físico. Com a ajuda da equipa regulou os hábitos alimentares, repôs os níveis de progesterona e estradiol e, em sete meses, perdeu 13 quilos. “Sinto-me muito satisfeita por ter conseguido emagrecer e recomendo o processo a outras pessoas”, conclui.

Faltam respostas para a saúde da mulher

Também Maria Asensio, 49 anos, não poupa elogios ao programa do Instituto Teresa Branco, já que foi aqui que encontrou as respostas que não encontrava em mais lado nenhum. A professora universitária diz-se mesmo “uma privilegiada” por ter contactado com esta abordagem, que acabou por lhe devolver a qualidade de vida que sentia a desaparecer de dia para dia. Até porque, diz, “a menopausa não é considerada como um problema de saúde e no Serviço Nacional de Saúde não existe o cuidado, por parte dos médicos, de aconselhar as mulheres a partir dos 45 anos”. Como consequência, chegou ao consultório de Teresa Branco com um mal-estar generalizado: insónias, irritabilidade, cansaço e peso a mais.

Depois de fazer as análises ficou a saber que tinha os valores das hormonas femininas e tiroideias desreguladas, bem como um problema ao nível do metabolismo do açúcar. Relata que logo que começou a fazer a reposição hormonal, os sintomas começaram a desaparecer. “Deixei até de sentir ansiedade para comer quando chegava a casa após o trabalho e comecei a perder peso”, refere, acrescentando que um dos problemas da menopausa é a redução da líbido e também neste terreno sentiu melhorias. Agora recomenda o programa a todas as amigas, “para que não sofram na menopausa, porque é possível continuar a ter uma vida equilibrada e ativa sem renunciar a estar em forma”.

Uma vida harmoniosa e sorridente, acrescentamos nós. Isto porque, como Teresa Branco confirma, o riso é um poderoso agente anti envelhecimento, mas “só estando bem, com boa autoestima e feliz com o nosso corpo, temos mais possibilidades de rir. E se rirmos muito e de forma genuína isto alavanca tudo.”

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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