Minuto 19 da final, livre à entrada da área da Croácia – livre duvidoso, diga-se por sinal, já que não é clara a falta de Brozovic. Mas adiante. Griezmann está concentrado. O francês bate a bola em direção à baliza, Mandzukic salta para tentar travar o remate, mas acaba por tocar de cabeça e fazer autogolo – naquele que foi o primeiro remate da final.

Mandzukic, que tinha sido herói na meia-final, ao marcar o golo decisivo contra a Inglaterra já no prolongamento, vestia a camisola de vilão no jogo mais importante de todos. E o “feito” do croata ganha maior dimensão quando a estatística nos diz que nunca uma final do Campeonato do Mundo tinha tido um autogolo e que o próprio Mandzukic nunca tinha feito golo na própria baliza. 

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Quis o destino (e a falta de sorte) que as duas estatísticas se juntassem no jogo da vida do avançado – e de todo o plantel croata, que estava pela primeira vez na final de um Mundial. Mas a prova de que um azar nunca vem só é Perisic. O extremo tinha feito o empate na meia-final diante da Inglaterra e também na própria final, frente à França, mas, tal como o companheiro de ataque, foi num ápice que passou de herói a vilão: em cima do intervalo, colocou a mão à bola e fez grande penalidade – que Griezmann tratou de converter para assinalar o 2-1. Ainda assim, manda a justiça que não se esqueça o contributo de Perisic na prova: apontou três golos, tornando-se o melhor marcador da equipa, e, com os cinco golos que leva em Mundiais, é o segundo jogador croata com mais golos marcados na competição (cinco), só atrás de Suker (seis).