O diretor nacional da PSP, Luís Farinha, apontou esta quarta-feira para “final do ano, início de 2019” o arranque das obras de construção, em Viana do Castelo, de um centro de certificação de armas, único no país.

O responsável, que falava no final da sessão solene comemorativa dos 142 anos do comando local da PSP, explicou que esta quarta-feira celebrará com a Câmara de Viana do Castelo “a escritura de cedência do terreno para a implementação do banco de provas”.

Luís Farinha realçou tratar-se de uma estrutura importante para o país, mais do que para a PSP”.

Era importante que as armas produzidas em Portugal pudessem ser certificadas cá e não tivéssemos de procurar um banco de provas num outro país”, sublinhou o diretor da PSP.

Explicou que “a estrutura será dotada de um conjunto de equipamentos que permitem a certificação de inutilização e inativação de armas, o apoio à indústria, mas também aos atiradores, na certificação das armas de fogo”.

Em fevereiro, a Câmara de Viana do Castelo aprovou, em reunião do executivo, por unanimidade, a minuta do contrato de direito de superfície do terreno, com 43 mil metros quadrados, onde a PSP pretende construir aquele centro, único no país.

Já em 2017, o executivo municipal tinha aprovado, também por unanimidade, a declaração de Interesse Público Municipal do projeto, que vai ser financiado em 75% por fundos comunitários.

O Banco de Provas (BdP) de Armas de Fogo e Munições vai nascer na freguesia de São Romão de Neiva, em terrenos contíguos à fábrica belga de armas FN Herstal, responsável pela produção das armas Browning e Winchester.

Aquela é a maior fábrica de armas de Portugal, estando autorizada pela PSP para produzir até 150 mil unidades por ano.

Em julho de 2017, à Lusa, o diretor nacional da PSP afirmou que o primeiro centro de certificação de armas de fogo e munições do país, um investimento de 2,3 milhões de euros, ia ser financiado por fundos comunitários.

Segundo Luís Farinha, a ideia da criação daquele centro começou a germinar em 2006, aquando da aprovação do novo regime jurídico das armas e munições, mas “por vicissitudes várias”, nomeadamente de ordem financeira, só agora é que a estrutura vai começar a ganhar forma.

O responsável adiantou que aquele será o 15.º centro do género em todo o mundo.