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Estivadores

Sindicato diz que greve de 24 horas dos estivadores terminou com adesão total

António Mariano disse que foi total a adesão dos 530 trabalhadores portuários dos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A greve de 24 horas dos estivadores, que terminou às 08h00 de sábado, teve uma adesão de 100%, segundo o sindicato, que anunciou uma nova greve de quatro semanas, a partir de 13 de agosto, ao trabalho suplementar.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), António Mariano, disse que “foi total” a adesão à greve dos 530 trabalhadores portuários, afetos ao sindicato, dos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória.

“Este era um dia pontual que tínhamos agendado e, face à reação que houve de empresas de Lisboa em rasgar o acordo que aqui foi feito, transformando esse problema local num problema nacional, essa solidariedade vai continuar, no próximo dia 13, com quatro semanas em que estes 530 trabalhadores irão apenas fazer o seu horário normal de trabalho. Portanto não haverá trabalho suplementar nos oito portos”, disse o sindicalista.

Em relação aos portos e às cargas, António Mariano indicou que os portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Praia da Vitória estiveram “completamente parados”.

A situação mais anómala que se verificou foi no porto do Caniçal, na Madeira, onde a empresa tentou substituir os trabalhadores em greve, tendo havido a intervenção da Polícia Marítima e da Inspeção-Geral do Trabalho”, uma situação que terá sido enviada ao Ministério Público para “decisão posterior sobre o que ali se passou”, contou.

Neste porto, houve “alguma movimentação de carga por alguns, poucos, elementos de um outro sindicato local”, sublinhou o presidente do SEAL.

Sobre as declarações de uma fonte do porto de Leixões, que disse na sexta-feira que a paralisação de 24 horas não estava a produzir efeitos, António Mariano adiantou que os trabalhadores filiados no SEAL, que são a maioria, não trabalharam, mas foi realizado algum trabalho por funcionários afetos a um sindicato local.

“Há lá um sindicato local em que os seus trabalhadores”, mesmo os que estavam de férias, “foram coagidos a regressar durante o dia de ontem [sexta-feira], mas mesmo assim a movimentação que houve foi bastante lenta, com movimentos na ordem dos 10 contentores à hora em vez dos 30 que normalmente se fazem ali”, adiantou.

A greve dos trabalhadores dos oito portos nacionais, filiados no Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, teve como objetivo reivindicar a liberdade de filiação sindical.

António Mariano explicou que a greve foi declarada na sequência de um manifesto, feito há um ano, que denunciava situações de perseguição aos sócios do SEAL, [nomeadamente], nos portos de Leixões e do Caniçal, situações essas que se “têm vindo a agravar”.

Além disso, acrescentou, existe “um bloqueio à contratação coletiva e três portos, o Caniçal, Leixões e Praia da Vitória, nem sequer querem iniciar a discussão do contrato, porque têm sindicatos locais com outros contratos que permitem aspetos que nós não aceitamos, como os trabalhadores mais novos terem salários que são metade ou um terço dos trabalhadores mais antigos”.

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