A primeira fase de operacionalização do aterro Sanitário que vai substituir a lixeira de Hulene, onde 16 pessoas morreram soterradas em fevereiro, estará pronto em 2019, anunciou o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique. “Estamos confortáveis porque as obras ainda não pararam e estamos dentro dos prazos para que em 2019 a primeira fase do aterro sanitário esteja operacional”, disse Celso Coreia, citado esta segunda-feira pelo jornal “O País”.

O aterro, com uma capacidade para receber 1.400 toneladas diárias de resíduos e que tem um tempo útil mínimo de 25 anos, está a ser construído numa área de 100 hectares em Matlemele, no município da Matola, na província de Maputo. Celso Coreia disse que o Governo está a acompanhar todo o processo, respeitando todos os direitos das comunidades locais.

“Estamos a respeitar os direitos das comunidades e o espaço da intervenção jurídica que o município tem para o efeito”, afirmou o governante. No dia 19 de fevereiro, uma parte com altura de um edifício de três andares da lixeira de Hulene, na capital moçambicana, desabou devido a chuva forte que destruiu diversas habitações precárias em redor.

O acidente provocou 16 mortos, sete dos quais eram crianças, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). No início de março, o Governo moçambicano anunciou que 1.750 famílias serão retiradas das imediações da lixeira de Hulene, que deverá ser encerrada, numa operação orçada em 110 milhões de dólares (89,3 milhões de euros).