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Nigéria

Forças de segurança da Nigéria bloquearam entrada de deputados no Parlamento. Chefe de segurança foi despedido

Os deputados da Nigéria foram impedidos de entrar no Parlamento por elementos das forças de segurança do Estado. Depois de a situação ser resolvida, o chefe de segurança foi despedido.

O bloqueio foi feito à entrada do Parlamento, na capital da Nigéria, Abuja.

AFP/Getty Images

Vários elementos das forças de segurança da Nigéria, armados, encapuçados e com o símbolo do Departamento de Serviços do Estado (DSS), impediram deputados e funcionários de entrar no Parlamento durante a manhã desta terça-feira, na capital Abuja, avançou a agência Reuters. O bloqueio está a ser visto pela oposição como uma tentativa de intimidar os seus líderes e um “cerco” à democracia do país.

O vice-presidente, Yemi Osinbajo, que está a substituir o chefe do país durante as férias do presidente Muhammadu Buhari, já condenou o ato e despediu o chefe da agência de segurança, Lawal Musa Daura, confirmou um porta-voz da presidência num comunicado. “O ato ilícito, que foi feito sem o conhecimento da presidência, é condenável e completamente inaceitável”, disse outro comunicado divulgado posteriormente pelo escritório de Osinbajo, descrevendo o evento como uma “aquisição não autorizada do complexo da Assembleia Nacional”, que foi “uma violação grave da ordem constitucional”.

Nas redes sociais, já surgiram alguns vídeos do momento do bloqueio.

O bloqueio ocorreu depois da mudança de 50 deputados do partido de Muhammadu Buhari, All Progressives Congress (APC), para a principal oposição nas últimas semanas, o Partido Democrático do Povo, que governou a Nigéria de 1999 até Buhari tomar posse em maio de 2015. Estas demissões custaram à APC a sua maioria no Senado e representam um desafio para a recandidatura de Buhari nas eleições de fevereiro de 2019.

“Pedimos aos nigerianos e à comunidade internacional que condenem esta invasão ilegal do complexo da Assembleia Nacional e a tentativa de asfixiar a legislatura como antidemocrática, incivilizada e irresponsável”, disse Bukola Saraki, um dos membros do Senado que mudou para a oposição.

Para algumas pessoas, diz a Reuters, o bloqueio trouxe de volta as memórias das décadas de quando os militares e as forças de segurança dominavam a política nacional, num país que tem uma das maiores economias de África.

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