O Fiat Punto, sucessor do ainda mais popular Uno, foi o utilitário ao serviço da marca italiana durante 13 anos, muito mais do que seria desejável para manter um apetecível volume de vendas. Mas eis que a quebra da procura apressou uma decisão que só pecou por tardia e não fazia nada bem à imagem de um fabricante, que obviamente pretende ser moderno e atraente.

Quando Sergio Marchionne, então o CEO da Fiat Chrysler Automobiles, anunciou o plano para o futuro das marcas do grupo, em Junho, falou muito da Alfa Romeo e da Jeep, mas nada do substituto do Punto, o que deixou no ar a possibilidade de o modelo não vir a ter substituto. Pelo menos, directo.

A Fiat é uma marca cada vez mais agarrada ao 500 – além do Panda e do 124 –, e fiel ao princípio que aconselha a que em equipa que ganha não se mexa. Vai alargar a gama, mas sempre com base no icónico modelo. De momento já existe o 500 e o 500 cabrio, bem como uma versão SUV (500X) e outra com filosofia mais próxima dos monovolumes (500L). Mas a decisão é reforçar a oferta, pelo que o espaço que até aqui era do Punto vai passar a ser ocupado com outros modelos, sempre em órbita do 500.

Giardiniera de volta. O 500 cresce (e multiplica-se)

Já é conhecida a decisão de avançar com uma carrinha 500, sendo que não será impossível a Fiat avançar para um 500 de quatro portas, um pouco à semelhança do que a Mini fez com o seu também icónico veículo.