Economia

Economia acelera ligeiramente e cresce 0,5% no segundo trimestre

A economia portuguesa cresceu mais no segundo trimestre, 0,5% face aos primeiro trimestre e 2,3% em termos homólogos, mas ficou aquém das expectativas. Consumo privado ditou aceleração.

FOCKE STRANGMANN/EPA

A economia portuguesa acelerou ligeiramente para 0,5%, crescendo mais uma décima no segundo trimestre do ano, em comparação com os três primeiros meses do ano, anunciou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia cresceu 2,3%, mais que os 2,1% que havia registado nessa altura. A economia cresceu mais, mas ainda assim ficou aquém das estimativas.

Os analistas consultados pela Agência Lusa apontavam para que a economia tivesse crescido entre 0,6% e 0,8% face ao primeiro trimestre do ano e entre 2,4 e 2,6% em termos homólogos, acima do crescimento de 0,4% (face ao trimestre anterior) ou de 2,1% (face ao mesmo trimestre do ano anterior) que se verificaram entre janeiro e março.

Fonte: Contas Nacionais Trimestrais – Estimativa Rápida, Instituto Nacional de Estatística.

No entanto, apesar de a economia conseguir bater os valores do início do ano, apenas o conseguiu ligeiramente, em uma décima no caso do crescimento trimestre a trimestre, e duas décimas no crescimento em comparação com 2017, ficando aquém até dos resultados esperados pelos analistas mais pessimistas.

Consumo privado é o acelerador

Apesar de a estimativa rápida não conter por norma informação muito detalhada sobre as componentes do crescimento económico — o INE dará mais detalhes no dia 31 de agosto, quando publicar a segunda estimativa –, é possível perceber já que foi o consumo privado que deu gás ao crescimento mais robusto, ainda que não muito diferente.

De acordo com o INE, “a procura interna registou um contributo mais positivo, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo em Material Transporte”.

Isto porque a procura externa líquida continua a dar um contributo negativo para o PIB, apesar de esse contributo ter sido ligeiramente menos negativo neste segundo trimestre.

Finanças dizem que números estão dentro das expectativas do Governo

O ministério das Finanças considerou esta terça-feira, após a divulgação dos números do INE, que a estimativa de crescimento de 2,3% do PIB no segundo trimestre “está alinhada com as expectativas traçadas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2018”.

“Este é o décimo sétimo trimestre consecutivo de crescimento inclusivo da economia portuguesa. Este crescimento ocorre num contexto de equilíbrio das contas externas e de gestão orçamental responsável. Esta mudança estrutural, apoiada por condições de financiamento mais estáveis, é o melhor garante de resiliência face a eventuais flutuações externas bem como da provisão sustentável de serviços públicos, não apenas no presente mas também no futuro”, indicou a tutela numa nota enviada à comunicação social.

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