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O construtor japonês continua à procura de uma solução que lhe permita incrementar as vendas e os lucros. Com tudo a correr bem com a gama dos SUV, do Qasqhai ao Juke, passando pelo X-Trail, a Nissan está com algumas dificuldades em impor os automóveis convencionais, à excepção do utilitário Micra.

Em parte, o problema que a marca japonesa tem pela frente deve-se a uma consequência das suas próprias opções, pois se por exemplo no Qasqhai, X-Trail e Juke a Nissan apostou forte, visando ter um dos melhores veículos do segmento, com o Pulsar – à semelhança do que já tinha acontecido antes com o Almera – apontou substancialmente mais abaixo, tentando apenas propor um modelo mais barato e espaçoso, mas não tão sofisticado em qualidade nem em design.

O anúncio que a Nissan suspendeu a produção europeia do Pulsar em Junho e se prepara para fazer o mesmo com o Almera, na Rússia, ainda este ano, vem pois confirmar que as opções do fabricante falharam o target. De acordo com o comunicado do construtor, a descontinuação de ambos os veículos fica a dever-se “à mudança na vontade dos clientes, cuja preferência se deslocou dos veículos convencionais para os crossover”, sendo que isto não explica o facto de outros fabricantes continuarem a oferecer automóveis tradicionais na suas gamas, a começar pela Renault com o Mégane, empresa que lidera o grupo Renault-Nissan-Mitsubishi.

Após este anúncio, os únicos automóveis não SUV que a Nissan comercializa na Europa são o Micra e, curiosamente, o Leaf, o veículo eléctrico que é o mais vendido na Europa e, até Julho, no mercado global.

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